Entrevistas

Entrevista com Bertílio Santos, um quarteirense a brilhar no The Voice Portugal

Bertílio Santos é natural de Quarteira. Filho de Bertílio Fernandes Santos e Ana Ribeiro Macedo, completou recentemente 27 anos de idade. Tem o 12.º ano incompleto. Prosseguir para o ensino superior “só se fosse para estudar Música”, começa por referir em entrevista ao PlanetAlgarve.

Concorrer ao The Voice Portugal “foi uma ideia minha porque o sonho é grande. Em Quarteira há poucas oportunidades e então decidi participar”.

O critério de seleção “é um bocado complicado porque somos muitos. Tens que marcar pela diferença. Fazemos pré castings antes de sermos presentes aos júris”.

Esta primeira sessão “correu bem. Pode sempre correr melhor, os nervos trabalham sempre um bocadinho mas correu dentro da expetativa”.

A reação e os comentários da família e dos amigos “foi tudo ótimo. As pessoas ficaram todas satisfeitas. A cena da cortina também foi engraçada para causar algum suspense”.

A seguir “vão começar as batalhas no próximo fim-de-semana (16 de outubro) e acho que podem vir coisas boas. Vamos ver. Entraram 14 de cada equipa, vezes 4, dá um total de 56 concorrentes. É face to face, sai um concorrente em cada batalha mas, sempre que está um para sair, há a possibilidade de um dos mentores o salvar. A final é a 25 de dezembro. Depois, devem fazer Gala extra de Ano Novo”.

Bertílio Santos começou a cantar “no coro da Igreja de S. Pedro do Mar aos 5 anos. A minha avó também andou sempre na igreja, eu comecei a ir com ela e cantei lá durante uns seis anos, à vontade”.

Mais tarde, “comecei também a cantar em bares. Há uma banda a tocar, eu vou ao pé deles, escolho uma música e canto, mas nunca a solo, porque eu tinha vergonha por a minha voz ser um bocado diferente. O que é diferente dá nas vistas e eu sempre tive um pouco de receio da opinião alheia”.

Os seus géneros musicais “são mais Soul, Jazz, Blues, Pop”. Quanto às suas influências musicais, “a nível feminino, posso falar na Amy Winehouse, Etta James, Adele, SIA, por exemplo. SIA, para mim, é a melhor delas todas. Em homens, Bruno Mars, John Legend, nos portugueses os Expensive Soul, os HMB”.

Pelos Expensive Soul passou o nosso Dino D’Santiago, também saído de um concurso da RTP1, a Chuva de Estrelas. Poderemos ver igualmente uma ascensão semelhante de Bertílio Santos? “Deus queira que sim! Seria bom sinal. Já me dava por contente por ter pelo menos a carreira que ele tem”.

Em termos de criações próprias, “sim, tenho algumas coisas compostas. Tenho trabalho para apresentar. Queria lançar um álbum e então comecei a trabalhar, tanto em letras como em músicas mas ainda não saiu nada cá para fora”. Um trabalho para todos ouvirmos pela primeira vez “espero que depois do programa”.

A partir daqui, o céu é o limite? Bertílio não hesita: “Completamente! O MEO Arena está à minha espera!”.

Temos visto muito valores nos vários ramos da cultura despontar em Quarteira. “É uma cidade pequena para tantas pessoas com tantos talentos mas onde as oportunidades são praticamente nenhumas”, remata Bertílio.

A abertura do Salão Paroquial da Igreja de S. Pedro do Mar com as atuações do Coro Juvenil e de Lígia Pereira & Shout!, com 500 lugares sentados e ambos com lotação esgotada, com capacidade para mais 100 lugares – o que faz dela a maior sala de espetáculos do Concelho de Loulé – vem dar uma nova dimensão às oportunidades aos artistas de Quarteira. “Parece-me bem”, sustenta Bertílio. “Faço votos para isso venha a acontecer”.

Por outro lado, fala-se agora na eventual construção de um Centro Cultural.”Sim, estive no projeto da Casa da Cultura no OP (Orçamento Participativo), onde o nosso projeto ganhou mas o espaço proposto não era municipal e isso veio dificultar a sua concretização mas espero que o Centro Cultural venha a ser uma realidade em breve. Nós merecemos”.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Categories: Entrevistas, Quarteira

1 reply »