Loulé

VALE DO LOBO | Sistema de gestão da Infralobo é considerado o primeiro ‘smart resort’ do mundo

 

Uma nova plataforma de gestão inteligente de infraestruturas está a projetar a área de intervenção da Infralobo como o primeiro ‘smart resort’ do mundo, permitindo um controlo interno de operações mais eficiente e o envolvimento direto dos clientes na gestão dos recursos naturais e humanos ao seu dispor.

O projeto pioneiro, lançado em março pela Infralobo com o alto patrocínio do Município de Loulé, vai proporcionar aos residentes padrões mais elevados de qualidade de vida, mas beneficiar também os turistas que elegem um dos empreendimentos mais exclusivos da Europa para passarem férias.

A plataforma Infralobo Smart Management disponibiliza um site e uma aplicação para dispositivos móveis – que permite aos clientes reportarem ocorrências, como avarias, mas também queixas ou sugestões, que podem enviar em formato de texto ou fotografia, acelerando o contacto com os serviços sem recurso a burocracias.

Com esta aplicação, a Infralobo prevê reduzir para metade o tempo de resolução de uma ocorrência, processo que é monitorizado por dois técnicos numa ‘smart room’ e que os clientes podem acompanhar em tempo real, a partir do momento em que a ocorrência é reportada.

Este sistema inovador de gestão territorial integrada permite, ainda, reduzir significativamente os custos que a empresa tem, por exemplo, com a frota automóvel, com consumos de energia e com a rega, aumentando a eficiência dos recursos humanos e materiais da Infralobo.

A nova ferramenta tecnológica possibilita, entre outras ações, a gestão remota de toda a rede de contadores de água, o que conduz a uma maior facilidade na deteção de fugas, evitando desperdícios. O sistema inovador permite mesmo saber se o lixo está a ser recolhido ou se a relva existente nos espaços públicos tem sido cortada. Outra das mais-valias é o facto de os residentes poderem consultar gratuitamente ‘online’ os seus consumos, num futuro próximo.

Segundo Vítor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, “Loulé ao implementar estes projetos demonstra pioneirismo porque estamos a falar de um conceito de gestão de território com recurso a modernas e variadíssimas tecnologias de comunicação e informação. Trata-se de uma revolução em termos de gestão e nós estamos muito otimistas quanto à sua eficácia e à boa recetividade que os turistas e os moradores irão ter relativamente a esta nova aplicação. O utilizador pode dispor de uma aplicação que irá ter no bolso para reportar qualquer ocorrência, tendo a garantia de que a resposta será, normalmente, célere. Depois poderemos replicar esta experiência a outras zonas do concelho, talvez numa primeira fase noutros dos ‘resorts’ turísticos de elevadíssima qualidade que temos”.

Já para Conor Donnelly, da Property Owners Association, “é uma excelente iniciativa, que terá benefícios enormes para a comunidade. Espero que esta ferramenta de gestão permita alcançar não só uma utilização mais inteligente dos recursos, como uma redução dos preços que são praticados. Este é, sem dúvida, um dos ´resorts’ mais especiais do mundo e acho que temos muita sorte em ser aqui residentes”.

Por seu lado, Pedro Figueiredo, Administrador da NOS Portugal, considera: “Achei da Infralobo um espaço absolutamente fantástico, com uma gestão e administração muito preocupada com o bem-estar dos seus Clientes/residentes, muito direcionada para a inovação para uma gestão de excelência do seu espaço. De louvar a preocupação na criação de um espaço de qualidade tendo sempre em consideração as preocupações ambientais”.

Miguel Freitas, Primeiro secretário da AMAL, salienta: “A ‘smart region’ é hoje uma questão essencial para o Algarve. Trata-se de acompanharmos aquilo que é a mudança que se está a verificar em todo o mundo. É essencial que uma região aberta como o Algarve possa, também ela, aderir aos novos sistemas inteligentes. Naturalmente, para termos uma ‘smart region’ é importante começarmos por aquilo que são as atividades de governo digital, isto é, os municípios também têm que estar preparados, em primeiro lugar, para responder aos cidadãos”.

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