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14.º Festival MED aposta na comunicação e novas tecnologias para promover diversidade do programa

Evento recebeu 4 distinções

O Festival MED continua a apostar fortemente na área da comunicação para promover-se nacional e internacionalmente. A diversidade do programa da 14.ª edição, que vai muito para além da música, está a ser comunicada há já alguns meses, através dos mais diversos suportes comunicacionais.

Nesse sentido, o público poderá aceder a toda a informação sobre bandas, conceitos, programação ou compra de bilhetes no site do Festival. A Comunicação Social também não foi esquecida e, no site www.festivalmed.pt, existe uma área de acreditação para a Imprensa.

Como explicou Carlos Carmo, coordenador do MED, “comunicação e tecnologia estão de mãos dadas” nesta estratégia e, este ano, será reeditada a aplicação móvel do MED que recebeu muitos elogios pelas suas funcionalidades. “Esta App permite ter não só um conhecimento sobre toda a informação disponibilizada no site mas também, para quem se encontra no recinto, poderá aceder a um série de informação sobre os espaços, horários dos concertos ou notícias e imagens atualizadas sobre o que está a acontecer no Festival”, esclareceu este responsável.

Em termos dos media partner, a Câmara Municipal de Loulé, entidade organizadora do evento, reforçou as parcerias que tem com alguns dos mais importantes meios de comunicação social nacionais mas também estrageiros.

Este ano, para além da SIC Radical, também a SIC generalista estará associada ao Festival. A Antena 1 e Antena 3, que ao longo dos anos têm tido uma importante parceria com o MED, com transmissões em direto de largas horas, voltam a estar em Loulé. Também a Revista BLITZ, uma referência na divulgação da música em Portugal, vai estar associada ao Festival MED. Em termos internacionais, o destaque vai para três das mais importantes revistas que promovem a World Music que também terão repórteres em Loulé: a espanhola Mundo Sonoro e as britânicas Songlines e fRoots.

De acordo com a Revista Marketeer, o Festival MED é o 12.º festival que mais exposição mediática tem gerado desde o início do ano. O evento é o único do Algarve a fazer parte dos primeiros 25 que mais “tempo de antena” têm tido, segundo este ranking elaborado pelo MediaMonitor, do Grupo Marktest. O MED gerou, entre janeiro e março, 166 notícias, tendo obtido um Índice de Exposição Mediática de 40,7%, o que equivale a um retorno financeiro de 136 mil euros. Desta lista, encabeçada pelo NOS Alive, fazem parte 136  festivais de todo o país.

Fusão Cultural

A par das músicas do mundo que irão ecoar nos três palcos principais (Matriz, Cerca e Castelo), o Festival MED contará com concertos em mais seis palcos. Na Bica, área que alia a gastronomia aos espetáculos, a programação volta a estar a cargo da Casa da Cultura de Loulé. No Palco Arco será reeditado o conceito de “one man show”, enquanto que o Palco Jardim, no Jardim dos Amuados, volta a apostar na música e danças tradicionais. Líbano, Síria, Espanha e Marrocos são os países representados este ano. O MED Fado, no Claustro do Convento Espírito Santo, traz todo o ambiente das casas de fado, com um palco que permitirá aos fadistas locais mostrarem a sua qualidade. No interior da Igreja Matriz, o MED Classic voltará a propor concertos de música clássica, enquanto que, em locais inusitados da Zona Histórica, irão acontecer “Concertos Improváveis”.

E porque “o Festival não é só música”, como considerou o coordenador, há uma oferta multicultural que é também considerada uma das mais-valias desta iniciativa. As exposições vão estar dentro de portas mas também na rua. Este ano, um dos destaques será a exposição com a visão de 15 artistas à volta de uma peça: mala de viagem.

Gastronomia de várias partes do mundo, mais de uma centena de bancas de artesanato, declamação de poesia dos países representados nesta edição (este ano no Palco da Boca), Cinema do Mundo nos três dias que antecedem o Festival e ainda a conferência “A importância da Comunicação Social para a projeção dos festivais de música”, em colaboração com a APORFEST – Associação Portuguesa de Festivais de Música, com a presença confirmada do diretor da Revista BLITZ, Miguel Cadete, bem como de outros jornalistas e dois artistas, são outras das propostas do programa.

Festival multipremiado

A consolidação e a afirmação do Festival MED no panorama musical nacional e internacional, bem como o reforço da sua imagem e do seu posicionamento no contexto dos grandes festivais têm sido, de acordo com o diretor do evento, Hugo Nunes, as preocupações da organização. Fruto desse trabalho, o MED tem sido distinguido por várias entidades nacionais e internacionais.

Em março deste ano, a edição de 2016 recebeu o prémio de “Melhor Festival de Média Dimensão da Península Ibérica”, atribuído pelos Iberian Festival Awards, um galardão que visa premiar festivais que recebem um público entre 1500 e 10000 pessoas por dia, que já estão consolidados e que contam com um público fiel, mas ainda com potencial de crescimento, e que são considerados festivais criativos.

Hugo Nunes destacou ainda a atribuição do selo europeu EFFE Europe for Festivals and Festivals for Europe, promovida pela Plataforma Europeia de Festivais – EFFE (sob a tutela da EFA – European Festivals Associations), para os anos de 2017 e 2018, bem como a integração do Festival MED na plataforma “Portuguese Music Festivals”, do Turismo de Portugal, onde apenas um lote exclusivo de 5 festivais estão integrados. Para Hugo Nunes, “este é o reconhecimento do seu papel enquanto instrumento turístico de promoção do país e da região”.

Finalmente, e enquadrado na estratégia ambiental da Câmara Municipal de Loulé, o Festival MED foi também distinguido pelo Programa “Sê-lo Verde”, no âmbito de uma candidatura ao Ministério do Ambiente na valorização de medidas de carácter ambiental nos festivais de música, com o projeto do Copo Ecológico. “Esta é uma preocupação reforçada com o ambiente que recebemos e com o ambiente que queremos deixar”, considerou ainda o diretor do MED.

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