Quarteira

Marchas Populares de Quarteira 2017 resultaram em mais um enorme sucesso

Na noite de ontem, 28 de junho, caiu o pano sobre as Marchas Populares de Quarteira 2017 com o terceiro desfile, de S. Pedro, com 7 marchas a desfilarem e a efetuarem duas atuações no Calçadão.

Antes da chegada das marchas ao segundo ponto de atuação, no Calçadão Nascente, voltou a haver o espetáculo de dança da Arabesque – Escola de Dança. Depois, foi a vez da atuação da cantora Isabel Frade e suas bailarinas.

Chegou então o momento mais esperado, a atuação das Marchas Populares. Como é tradição neste terceiro desfile, os responsáveis das marchas receberam lembranças entregues pelas entidades oficiais presentes: Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé; Hugo Nunes, vice-presidente da autarquia louletana; Ana Machado, vereadora da CML; Telmo Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira; Eduardo Amador e Sónia Neves, do executivo da junta; Padre Joaquim Campôa, pároco de Quarteira; Ezequiel Tomás, presidente da APROMAR, entidade organizadora das marchas.

A culminar o grandioso e belíssimo espetáculo das Marchas Populares de Quarteira, o vastíssimo público foi brindado com o tradicional espetáculo pirotécnico que iluminou os céus de Quarteira.

Veja as fotos de todas as marchas em peças isoladas, dedicadas a cada uma, aqui no PlanetAlgarve.

Mais sobre as Marchas Populares de Quarteira

Até à década de 70 do século XX, a celebrações dos santos populares em Quarteira resumiam-se às comemorações do S. João. Na noite de 24 de junho, os quarteirenses organizavam diversos bailes de mastros pela cidade e, à meia-noite, muitos eram aqueles que iam até à praia para o tradicional banho santo.

Nomeado pároco de Quarteira em setembro de 1968, o Padre Elísio Dias poderá ser considerado o criador das marchas populares nesta localidade.

Adeptos dos arraiais e dos bailes na Esplanada, os quarteirenses receberam com agrado a proposta do Padre Elísio e, neste contexto, surge a primeira marcha popular de Quarteira em 1970. Esta marcha era composta por cerca de quarenta pares e desde logo os trajes estiveram relacionados com o mar e com a pesca. Assim, os homens vestiam-se de pescadores e as mulheres incorporavam o papel da esposa que vê partir o homem para a faina em busca do sustento. O desfile teve lugar na noite de S. João e partiu da Taberna D’El-Rei, culminando na Esplanada de Turismo de Quarteira, atual Praça do Mar, na Av. Infante Sagres. Desta marcha resultaram uma série de casamentos e, embora se passassem vinte anos sem uma nova iniciativa deste género, o gosto pelas marchas populares ficou no sangue das gentes de Quarteira.

Adormecida desde 1970, a ideia de organizar uma marcha popular em Quarteira foi recuperada pela A.D.E.C.Q., Associação para o Desenvolvimento Económico e Cultural de Quarteira, fundada em 1988. Embora fosse uma Associação mais direcionada para os comerciantes e para a vertente económica, a A.D.E.C.Q. possuía também uma dimensão cultural e, por este motivo, apoiava diversas iniciativas relacionadas com a cultura, a tradição e os costumes dos quarteirenses. Assim, sob a liderança de Leonel de Sousa, esta associação é responsável pela organização de uma marcha que, entre 1988 e 1991, abrilhantaria os Santos Populares em Quarteira. Composta essencialmente por jovens, a marcha da A.D.E.C.Q. desfila em 1991, ano da sua extinção, sob o tema “As Moiras Encantadas”, embalada pela música “Lá vai Quarteira”, da autoria de Ezequiel Tomás. A marcha popular, toda a sua dimensão etnográfica, bairrista e teatral, é então adotada pelos quarteirenses que reconhecem na mesma uma forma de expressar as vivências coletivas da comunidade, as suas tradições e heranças culturais dentro de uma rivalidade saudável.

Neste ponto de viragem, e se durante algum tempo a marcha da A.D.E.C.Q. foi a única a desfilar, a partir de 1992 surgem outras marchas que representam as ruas da cidade, localidades ou temáticas relacionadas com a freguesia. Neste contexto, em 1993 apresentam-se onze marchas e, à semelhança do que seria feito durante alguns anos, os quarteirenses contaram com a participação de uma marcha convidada vinda de Lisboa, nomeadamente a de Marvila.

As Marchas da Checul, das Florinhas de Quarteira, da Rua da Alegria, Rua 1.º de Maio, Rua da Cabine, Rua Gago Coutinho, Rua do Outeiro, Rua Vasco da Gama e a Onda Jovem destacam-se pelo seu pioneirismo na história das marchas populares de Quarteira. Estas marchas, durante alguns anos, foram apresentadas no campo de futebol a 10 de junho e o seu percurso partia da zona do Mercado indo até ao Jazz Bar, atual Pastelaria “Pão do Povo”.

Muitos foram aqueles que contribuíram para que o número de marchas proliferasse em Quarteira, de entre os quais: José Encarnação, Isidoro Correia, Vítor Faria, Virgulino

Café, Ezequiel Tomás, Tó Maria, Alexandre Madureira, Leonor Emídio, Felisbela Rilhó, Arcelina Rocha, Ana Maria Cavaco, Esmeralda Brito, entre outros.

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