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PSD Algarve | Saúde no Algarve exige ação, não omissão

No Verão, com o triplo dos cidadãos para cuidar, o Algarve está com menos recursos e serviços do que no Inverno!

Têm vindo a público um conjunto de episódios inquietantes a respeito da saúde no Algarve. Há registos, comprovados, de falhas graves no serviço de urgência dos hospitais de Faro e Portimão  – ortopedia, pediatria, cirurgia, etc -, e de inexistência de médicos em escala no Serviço de Urgência Básica de Albufeira e Loulé em várias ocasiões, facto de maior gravidade quando se sabe que neste período são os dois concelhos mais populosos do Algarve. A isto soma-se o Centro Hospitalar do Algarve funcionar há mais de cinco meses sem diretores dos departamentos clínicos por nomear, após o pedido de demissão dos anteriores.

O PSD entende que esta matéria reclama a maior atenção por parte do Governo e exige que sejam tomadas prontas medidas para corrigi-la e proteger os cidadãos. No Verão, com o triplo dos cidadãos para cuidar, o Algarve está com menos recursos e serviços do que no Inverno!

Convém relembrar que, a 11 de Março de 2016, aquando da tomada de posse do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve afirmou o compromisso de )«resolver a maioria dos problemas que estão identificados no SNS do Algarve até 31 de Maio (2016)». (…)«cobrem, por favor, o que é a palavra dada».

Nem em 2016, nem em 2017.

Mais de um ano volvido o cenário não é melhor, pelo contrário. Piores indicadores, mais tempo de espera nas urgências e para consultas, menos cirurgias realizadas, menos 1.as consultas, mais utentes internados nas urgências, e a região e os seus cidadãos mais dependentes dos hospitais de Lisboa e, por isso, mais desprotegidos e com menor acesso à saúde.

O PSD assume, como sempre fez, que o Algarve tem neste domínio problemas estruturais. O primeiro, e sem o qual nada se resolve, é a escassez crónica de médicos, para o qual se exigem medidas legislativas. Por outro lado, o Algarve carece de um novo hospital central. A este respeito o Governo despromoveu o Algarve na lista de prioridades estabelecida em 2006. O Algarve figurava em segundo lugar e foram inscritos quatro hospitais no Orçamento de Estado, não sendo qualquer deles o do Algarve.

A Comissão Política do PSD/Algarve

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