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Polícia Marítima resgata tripulantes de veleiro naufragado na Ria Formosa

A Polícia Marítima do Comando-local de Faro recebeu, na semana passada,  informação de um pescador lúdico e, cerca de 30 minutos depois, do Centro de Operações Marítimas (COMAR), de que um veleiro estava em dificuldades perto da linha de costa.

De acordo com informação do pescador lúdico, o veleiro estaria prestes a encalhar junto à rebentação, perto da barrinha – ilha deserta. Conforme indicação do pedido de ajuda do veleiro para o COMAR, este estaria numa localização perto da área das armações de atum, um pouco mais afastado da costa.

Atendendo ao que antecede, uma equipa da Polícia Marítima navegou pela ria formosa para a eventual localização do veleiro junto à barrinha. Ao mesmo tempo, uma embarcação do Instituto de Socorros a Náufragos da Estação de Salva Vidas de Olhão navegou pelo mar até à área das armações de atum.

Após chegar à barrinha, a Polícia Marítima confirmou a presença do veleiro “El VIENTO”, de nacionalidade inglesa, com 10 metros de comprimento, com dois tripulantes a bordo, posicionado muito perto da zona de rebentação e bastante exposta às condições atmosféricas adversas (agitação marítima e vento). Os seus dois tripulantes procediam a manobras para tentar afastar a embarcação do local, manobras estas que se revelaram infrutíferas.

Neste contexto, com o veleiro cada vez mais perto da rebentação e estando os tripulantes em perigo de vida, foram incentivados pela Polícia Marítima a abandonar a embarcação, o que acabou por suceder.

Os dois tripulantes, de nacionalidade Inglesa, pai e filho, encontravam-se em estado de hipotermia, tendo sido conduzidos para a Doca de Recreio de Faro, onde tiveram a assistência de uma equipa do INEM. Posteriormente, foram transportados para Hospital de Faro, onde ficaram internados para observação.

O veleiro, apesar de ter sofrido alguns danos visíveis na zona do convés, não apresentava danos nas obras vivas e terá encalhado à hora da preia-mar, ou seja, cerca das 02h30.

A operação de salvamento foi coordenada pelo Capitão do Porto de Comandante-local da Polícia Marítima de Faro.

Aos primeiros alvores do dia 18 outubro, constatadas as condições de flutuabilidade do veleiro e beneficiando da melhoria das condições de tempo, o Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima promoveu o desencalhe do veleiro com o empenhamento do um rebocador da APS, uma embarcação da Estação Salva-vidas de Olhão e uma embarcação da Polícia Marítima.

O veleiro sido rebocado para o Cais Comercial de Faro cerca das 15h00, onde será devidamente vistoriado.

Durante o período da tarde do mesmo dia apenas o proprietário da embarcação ainda permanecia hospitalizado.

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