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Fundador do concelho de São Brás de Alportel inspira expedição até Marrocos

A Câmara Municipal de São Brás de Alportel e o Grupo Marafados do TT Algarve estão a organizar a “Expedição Humanitária São Brás de Alportel – Marrakech: Memorial João Rosa Beatriz”, entre 26 de dezembro de 2017 e 6 de janeiro de 2018.

Uma oportunidade para mergulhar na cultura árabe, numa incursão ao norte de África, que permitirá alargar horizontes e recuperar a herança do Al-andaluz tendo como inspiração a história singular de João Rosa Beatriz, livre-pensador e republicano que fundou o concelho de São Brás de Alportel em 1914 e partiu para Marrocos em 1915 onde viveu até à sua morte.

Ao longo de 3.700 quilómetros, os participantes terão a oportunidade de entrar em 2018 com uma experiência única, por um Marrocos profundo e conhecer os locais por onde passou e viveu João Rosa Beatriz.

Mais do que uma expedição todo-o-terreno, a “São Brás de Alportel – Marrakech, Memorial João Rosa Beatriz” promove uma experiência cultural assente na redescoberta de um passado comum, cujas marcas culturais são ainda hoje bastante visíveis e merecem ser recuperadas.

Chefchauen, Ouezzane, Meknes, Azrou, Gargantar du Todra, Todra, Agoudal, Alnif, Remlia, Zagora, Erg. Chegaga, Ouarzazate, Marrakech e Tetouan são os pontos principais por onde esta expedição vai passar.

As inscrições para esta expedição, que partirá da vila de São Brás de Alportel no dia 26 de dezembro de 2017, estão abertas até 10 de novembro tanto para participantes com veículos 4×4 próprios como para participantes sem viatura própria.

João Rosa Beatriz nasceu em São Brás de Alportel a 19 de abril de 1881. O contacto com os ideais republicanos marcaram o seu percurso pessoal e profissional, tendo participado nas movimentações da Rotunda, a 4 e 5 de outubro de 1910 que levaram à implantação da República. A ele se deve um papel determinante na fundação do concelho de São Brás de Alportel, a 1 de junho de 1914.

Em 1915, emigrou para Marrocos. Várias décadas de exílio em Marrocos nunca diminuíram o profundo amor que sentia pela terra onde nasceu, e onde não regressou em vida, e que descrevia como o “lugar mais belo do mundo”.

Foi vice-cônsul de Portugal em Mazagão e participou ativamente na dinamização de vários movimentos de luta contra os regimes ditatoriais. Faleceu a 27 de julho de 1960, em Casablanca.