Algarve

ALGARVE | Saúde Mental no Dia dos Reis

 

No passado dia 6 de janeiro, sábado, a AISMA – Associação de Intervenção na Saúde Mental do Algarve, comemorou a entrada no novo ano com um encontro que foi muito para além de um simples almoço entre associados e amigos desta instituição.

Foi também um momento de reflexão entre pessoas que acreditam que a AISMA tem um papel relevante na nossa comunidade porque “não há saúde sem saúde mental” e, por tal, estão empenhadas em trazer para a agenda dos cidadãos e dos decisores políticos esta temática, embora tenham a certeza de que, o caminho, não é fácil, porque a saúde na sua dimensão física tem, desde há muito, sido privilegiada e esquecida a sua dimensão psicológica.

É certo que a saúde mental está identificada como um problema de grande relevância para muitos concelhos da nossa região, embora nem sempre tenha o devido tratamento de proximidade e especialização na intervenção que as mesmas necessitam, admitindo igualmente que, muitos casos referenciados, causam instabilidade nas famílias, em particular, na comunidade em geral e na própria rede de resposta social.

De facto, as perturbações mentais são responsáveis por custos elevados para as comunidades, relativamente ao sofrimento, incapacidade e produtividade individual, diminuindo significativamente a sua qualidade de vida, encontrando-se associados a quadros clínicos que implicam um maior índice de utilização dos serviços de saúde e consumo de fármacos, a situações associadas a comportamentos aditivos, violência doméstica, violência juvenil, comportamentos antissociais, comportamentos alimentares e sexuais.

As perturbações mentais e a sua prevenção são de importância extrema para a sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde, tendo em consideração os seus elevados custos diretos e indiretos, sendo que, estes últimos, nem sempre são devidamente valorizados, como é o caso da produtividade associada à doença e à morte prematura.

São diversos os estudos que apresentam evidências de que a saúde mental é a base para um desenvolvimento equilibrado ao longo da vida, com influência direta no funcionamento familiar e da comunidade, logo, deve constituir um sinal de alerta quando esta é uma das principais causas de morbilidade e incapacidade no presente, em que, a prevalência atinge 22,9% da população portuguesa e, quase metade (43%), já teve um problema de saúde mental durante o seu percurso de vida.

Para Victor Hugo Palma, presidente da direção da AISMA, “a dimensão psicológica da saúde merece mais atenção, porque, a situação, pode ser mais grave. Para além das pessoas que apresentam um diagnóstico clínico de uma perturbação mental, deveriam também ser consideradas as pessoas que não preenchendo os critérios de diagnóstico para tal, apresentam sofrimento psicológico”.

Almoço entre associados e amigos da AISMA

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