Quarteira

QUARTEIRA | Evento Solidário Unidos pela Bia

Beatriz Cagau (Bia) tem cinco anos, não fala, não anda, apenas reage a alguns estímulos e os pais pedem ajuda. Sensíveis a este caso, Iolanda Melo e um grupo de mães da escolinha da Beatriz meteram mãos à obra e organizaram um evento de solidariedade para esta menina de Quarteira com o apoio da Junta de Freguesia de Quarteira.

A iniciativa, denominada Evento Solidário Unidos pela Bia, teve lugar ontem, 14 de julho, no largo do Centro Autárquico de Quarteira. Ao longo de seis horas de espetáculo, pelos palcos passou uma infindável parada de estrelas, desde a música à dança e ainda sorteios de prémios.

A iniciativa, apresentada por Fátima Peres, Nelson Horta e Vera Correia na linguagem gestual, contou com uma grande equipa de voluntários e o apoio de diversas empresas da freguesia.

Destaque para a presença do presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto e da vereadora da Câmara Municipal de Loulé, Marylin Zacarias, entre outros.

Todo o valor angariado, que ascendeu a 2600 Euros, reverteu a favor desta causa. Foi ainda doado, por parte da Associação ReAgir, com sede em Genebra, Suíça, um computador portátil adaptado, no valor de 1400 Euros.

Veja em peças separadas (à medida que as formos publicando) cada uma das atuações nas seguintes ligações:

Coro Juvenil de S. Pedro do Mar

Escola de Dança Arabesque

Academia de Dança do Algarve

Urban Xpression

Dança Oriental com as Akhawat Al Raks

Cláudio & Cris “Alma no Passo”

Alexandre Afonso

Helena Araújo

César Matoso

Claudisabel

Rosa Martins

Sam Crook

Luís Gomes

Com necessidades especiais, Bia é a única em Portugal com uma doença deste género e no mundo inteiro existem apenas 25 casos e está a ser bastante difícil para a família adquirir alguns equipamentos para a menina.

Conheça a história da Bia

Eu sou a Beatriz e tenho 5 anos. Moro em Quarteira com os meus pais e comecei este ano letivo a frequentar o jardim de infância.

Eu sou portadora de uma mutação genética KCNT1, no cromossoma 9, estando incluída nas doenças raríssimas, sendo o único caso em Portugal e havendo um total de 25 a nível mundial.

Esta problemática reflete-se ao nível motor e cognitivo, o que faz com que eu apresente alterações no domínio das funções intelectuais e neuromusculoesqueléticas. Não tenho autonomia para me manter sentada nem tenho controlo da cabeça. No entanto, a este nível, tenho apresentado algum progresso.

Os meus pais têm feito de tudo para me ajudar a progredir e melhorar a minha qualidade de vida. Querem, acima de tudo, que eu seja feliz e viva confortavelmente com o mínimo de que necessito mas acontece que, mesmo o mínimo, é muito caro, quando se trata de equipamentos com valores muito elevados. É certo que para alguns equipamentos a Segurança Social contribui com uma percentagem. No entanto, para além do que fica por conta dos meus pais serem valores elevados, esses mesmos materiais demoram vários meses até chegarem. Às vezes, quando chegam, já não se adequam ao meu tamanho.

Tenho tido a ajuda do projeto “Dê uma tampinha”, da Resialentejo, projeto esse que me tem permitido fazer terapia da fala e terapia ocupacional. Não obstante, a verba desse projeto está a acabar.

Sinto que, à medida que cresço, as necessidades são cada vez maiores e vejo os meus familiares aflitos por não saberem onde procurar ajuda. São necessárias obras na casa para adaptar às minhas necessidades, preciso de continuar as minhas terapias, preciso de equipamento que me permita estar o mais integrada e confortável possível, tanto em casa como no jardim de infância.

Preciso da vossa ajuda para continuar a ser feliz!

Obrigada!

Beatriz

A Campanha pela Beatriz já tem conta bancária, para quem tiver interesse em enviar um donativo.

IBAN: PT50 0007 0000 0023 0863 2022 3

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