Neste fim de semana, dias 30 e 31 de março, a cidade de Quarteira recebeu um programa de iniciativas que visaram comemorar o Dia da Mulher Cabo-Verdiana. O IV Encontro de Batucadeiras da Diáspora em Portugal foi um dos momentos altos destas celebrações.
Tratou-se de um evento organizado pela Associação de Mulheres Cabo-Verdianas na Diáspora em Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, e que visou a promoção do Batuque (Batuku), género musical que é provavelmente o mais antigo de Cabo Verde, possibilitando o encontro de vários grupos de batucadeiras e a promoção do papel da Mulher na Cultura, na Religião e na Gastronomia.
No dia 30, a homenagem a todas as cabo-verdianas aconteceu numa cerimónia no Hotel Dom José, com muita música e também moda.
Já no dia 31, as atividades decorreram na Igreja de S. Pedro do Mar com uma missa crioula animada pelo Grupo Coral da Capelania Africana, terminando inesperadamente com o padre César Chantre a desafiar as batucadeiras para fim de festa, levando ao rubro todos quantos se encontravam na igreja.
Seguiu-se um almoço tradicional com cachupa e outros pratos típicos de Cabo Verde.
Ao longo da tarde decorreram várias iniciativas integradas neste IV Encontro de Batucadeiras da Diáspora em Portugal: atividade cultural, desfile de moda, atuação de grupos de batucadeiras, atuação da orquestra de batucadeiras, grupos de danças e atuação de artistas convidados.
Refira-se que o Batuque (Batuku ou Batuk em crioulo cabo-verdiano) é um género musical, um património cultural e, também um género de dança de Cabo Verde. A expressão musical-coreográfica Batuque é encontrada na ilha de Santiago, com características padrão, desde o século XVIII, sendo provavelmente o género mais antigo de Cabo Verde.
Antigamente, o batuque revestia-se de um significado social. Era desempenhado em dias santos, em certas ocasiões cerimoniais, em festas, antes e durante os casamentos. Há estudiosos que referem que os movimentos de dança do batuque evocam o ato sexual e o objetivo seria promover a fertilidade da noiva. Hoje em dia o batuque perdeu o seu significado original. Foi transformado num espetáculo de palco e é desempenhado em atos oficiais, em festas ou é utilizado por certos grupos para dar um exemplo do folclore de Cabo Verde.
O Município de Loulé associou-se, assim, a uma festa com raízes culturais africanas promovida por uma comunidade de imigrantes que está fortemente integrada no Concelho.
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