Opinião

Telmo Pinto: «Quarteira quer políticas de educação para todos»

Artigo de opinião de: Telmo Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira

Telmo Pinto

A Freguesia de Quarteira vive hoje um grave problema no que diz respeito à oferta escolar. Contamos hoje com mais de 200 crianças, dos 0 aos 3 anos, sem colocação em creches; na pré-escola, com crianças dos 3 aos 5 anos, a resposta “possível” tem sido a precariedade dos monoblocos em escolas que já se encontram sobrelotadas. Não esquecendo também os 1º e 2º ciclos que já começaram a entrar em situação de limite.

Neste momento, e muito bem, a autarquia de Loulé prepara a construção de duas novas escolas. É de extrema importância que as mesmas venham a responder às expectativas e às ambições de todos nós.

A população de Quarteira, em contraciclo ao que se tem passado no restante do país, tem crescido de ano para ano. A chegada de inúmeras famílias, atraídas pelas oportunidades que Quarteira tem vindo a oferecer, tem contribuído muito para o aumento da necessidade de mais vagas nas escolas. Quarteira, o concelho e a região necessitam, sem dúvida, de massa crítica, de pessoas. Todos juntos devemos e podemos impulsionar a nossa atividade económica, ajudando no desenvolvimento da nossa freguesia.

As políticas públicas de educação devem, sem sombra de dúvida, manterem-se na ordem do dia nas nossas autarquias. Se queremos atrair mais pessoas e investimentos, alcançando assim um desenvolvimento inclusivo e sustentável, é impensável não agirmos de forma assertiva e responsável no que diz respeito ao problema da educação.

Para que possamos oferecer mais qualidade de vida, bem como fomentar o crescimento da nossa região, todas essas políticas devem ser rigorosamente planeadas tendo em vista, não apenas os problemas atuais mas também com a visão posta no futuro. Na educação, e não só, é fundamental ouvirmos todos os setores para podermos implementar políticas públicas bem planeadas, geridas e transparentes, garantindo no futuro, uma melhor educação que inclua a todos. Não é admissível permitir que alguma criança fique fora da escola ou que não tenha as melhores condições para sua formação, nem agora, nem no futuro.

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