Algarve

Dia Mundial da Saúde | Enfermeiros do Algarve sentem-se “traídos” pelas Administrações

Assinalamos o Dia Mundial de Saúde com uma pandemia que nos coloca a todos à prova.

Os enfermeiros estão na linha da frente no combate à pandemia, muitas vezes sem os Equipamentos de Proteção Individual em quantidade e qualidade que deveriam estar garantidos, com imposição do aumento dos horários de trabalho e sem os períodos de descanso que também lhes deveria ser garantido, preocupados com as suas famílias, com medo de serem fonte de contágio e de se infetarem.

Têm medo mas estão lá, no combate.  Não precisaram de um papel escrito, nem tão pouco de assinar atas!

Estão lá porque têm um código deontológico, porque são resilientes, porque sabem que os doentes e as suas famílias precisam deles.

Mas também sabem que as administrações que agora lhes impõem horários de 12 horas, que não lhes dá os devidos descansos, que exige, exige, exige, são as mesmas que assinaram atas e comprometeram-se a contar-lhes todo o tempo de serviço para efeitos de progressão na Carreira mas…. desses compromissos escritos fizeram “tábua rasa”.

São ENFERMEIROS TRABALHADORES que disponibilizam os seus conhecimentos, o seu esforço físico e mental, a sua SAÚDE, a sua responsabilidade para estarem onde têm que estar. 

Neste DIA MUNDIAL DE SAÚDE em que os enfermeiros algarvios estão a lutar na linha da frente no combate ao maior desafio que instituições, e eles próprios, já alguma vez tiveram, importa sublinhar que eles, os enfermeiros, não recuaram, não ficaram à espera de “orientações superiores”.

É esta fibra que, no dia-a-dia, os enfermeiros demonstram ter que, afinal, falta aos administradores do CHUA e da ARS do Algarve.    

A Organização Mundial de Saúde designou o ano de 2020 como o ANO DOS ENFERMEIROS. O reconhecimento não é só internacional, é também nacional, local, nos nossos bairros, quando toda a comunidade aplaude os seus “heróis”.

Percorremos apenas 4 meses do ano de 2020. Aos administradores do CHUA e da ARS do Algarve o que exigimos, o que os enfermeiros exigem é a tradução desse reconhecimento:

Cumpram os vossos compromissos porque pior que o medo que possamos sentir deste vírus, só mesmo o sentimento de termos sido traídos pelos burocratas do sistema.

P’la Direcção Regional de Faro do SEP, Enf. Nuno Manjua

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