Lagos

LAGOS | Valorização das ruínas romanas da Praia da Luz

Vai ser adjudicada a construção do Centro de Acolhimento ao Visitante do Balneário Romano da Praia da Luz. Com um valor de 312.057,13€ (acrescido de IVA) e um prazo de execução de 240 dias, esta empreitada prevê a conservação, valorização e divulgação deste sítio arqueológico.

Ruínas do Balneário Romano da Praia da Luz

A intervenção tem como propósito criar condições para a reabertura do monumento à fruição pública, incluindo o acesso a cidadãos com mobilidade condicionada. O programa do projeto, da autoria de Pedro Alarcão Arquitetos, contempla: a criação de um edifício de acolhimento ao visitante; a implementação de percursos de visita, hierarquicamente definidos; ações de conservação e consolidação das ruínas; a interpretação do edifício termal; ações pontuais de reconstituição que permitam ao visitante percecionar melhor a estrutura outrora existente; bem como a divulgação dos resultados obtidos e da intervenção arquitetónica implementada.

O programa de intervenção compreende trabalhos de interpretação da estrutura arquitetónica arruinada, bem como a sua reconstituição, comunicada de diversas formas, designadamente através de: painéis informativos, colocados junto do monumento; de uma maqueta integral que ficará exposta no espaço expositivo do edifício de apoio; e de uma simulação tridimensional virtual, com animação 3D, onde se reconstituirá o percurso dos banhistas no Balneário Romano.

O edifício e o circuito de visita propostos têm assim como objetivo a dignificação do sítio arqueológico e a sua devolução à população, agora acompanhado de uma contextualização científica que desvela a história deste edifício termal e a sua integração num importante núcleo industrial de época romana.

Merece referir que esta intervenção integra o projeto “Rota das Estações Arqueológicas de Lagos” e a candidatura do município de Lagos com a mesma designação que foi aprovada no âmbito do CRESC Algarve 2020. Representando um investimento elegível de 384.260,00€, será financiada a 70% pelo FEDER.

Informação complementar:

Situadas na avenida marginal da Vila da Luz, as ruínas Romanas, registadas e escavadas na segunda metade do séc. XIX pelo arqueólogo Estácio da Veiga, dão-nos uma ideia dos edifícios que ali terão existido: um balneário romano com várias dependências e com pavimento de mosaicos e um complexo industrial, constituído por tanques de salga de peixe, situado a oriente do balneário. Fragmentos de ânforas, materiais de construção, frisos de mármore, moedas, entre outros, fazem parte do espólio desta herança romana cuja construção remonta aos séculos II ou III, tendo sofrido alterações e ampliação nos finais do séc. III, inícios do IV d.C. A relevância do achado deu origem à sua classificação como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 26-A/92, DR, 1ª série-B, nº 126 de 01 Junho 1992.

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