Faro

Global Faro e as árvores arrancadas no Largo da Sé: «A verdade é um bem escasso»

Os munícipes farenses ficaram estupefactos quando souberam que a Câmara Municipal (C.M.) de Faro arrancara todas as laranjeiras existentes nos passeios centrais do Largo da Sé.

Na 3f e 4f, dias 11 e 12 de Agosto de 20202, o Glocal Faro fez diversos contactos  para C. M. de Faro solicitando saber quem decidira e porque decidira esse abate: emails para vários edis e técnicos; telefonemas sem conta.

NADA de informação ou assumpção da responsabilidade pela autorização deste atentado à nossa qualidade de vida!

NADA! Diziam: “a senhora vereadora do urbanismo e o senhor vice-presidente ( responsável pelas noites F) estão de férias, bem como outros “chefes”. Questionados sobre se não deixam substitutos, os mesmo estavam ocupados ou não atendiam.

Agora, em alguns jornais e na página do facebook  do Município de Faro, aparece uma pretensa justificação, assumida pelo presidente da referida C.M. : as árvores estariam doentes e foram retiradas para serem tratadas e depois replantadas.

Esta resposta  é  um insulto aos munícipes – não se arrancam árvores para tratamento.

Além disso há  a tremenda coincidência dos concertos das noites F acontecerem nesse local ….

É também mais um acto de  incoerência ou hipocrisia – esta mesma Câmara  divulgou com pompa e circunstância que tem um Plano para Adaptação às Alterações Climáticas (PMAAC) e um Plano Estratégico para a Cultura (PEC), onde diz pretender promover uma cultura verde….

Esta é a última de várias situações que têm acontecido ao longo de anos, contra as quais foram apresentados protestos e pedidos esclarecimentos. A Câmara Municipal demonstra, uma vez mais, uma total ausência de sensibilidade e preocupação com o arvoredo urbano, elemento fundamental para tornar a cidade mais resiliente aos efeitos das alterações climáticas

ATÉ QUANDO OS ATENTADOS AMBIENTAIS? Há quem tenha a função de fazer cumprir as leis e de defender o ambiente, nomeadamente o Ministério Público.

O Glocal Faro não vai deixar esquecer esta situação.

O Glocal Faro vai desenvolver, em conjunto com outros movimentos,  associações e s cidadãos, acções para travar esta postura antiverde da autarquia.

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