Algarve

AlgFuturo ao Ministro da Economia: «Algarve exige respeito para evitar penúria»

Algarve exige respeito. Algarvios fartos de serem vítimas exigem vacinação da região concluida antes do fim do verão para evitar penúria duradoura

– Enviada hoje exposição ao Ministro da Economia

São frequentes as notícias especulativas e bombásticas para chamar a atenção.

Mas, o que a União empresarial do Algarve tem concluído pelo profundo conhecimento da realidade e estudos feitos sobre o Algarve quanto à grave situação atual e perspetivas, sem qualquer “inflação” é absolutamente aterrador.

O pânico está instalado perante a hipótese do processo da vacinação só estar concluído no final do verão. Contudo, essa é uma hipótese que os algarvios se recusam a admitir, pois equivaleria a que o ano de 2021 fosse pior que 2020, provocando uma depressão económica e social pantanosa e de penúria duradoura.

Pela suas características e erros do passado, o Algarve tem um conjunto de atividades que assentam no turismo em mais de dois terços da riqueza regional gerada anualmente, pelo que enquanto no país há uma quebra média no PIB de cerca de 8 %, no Algarve e pelo inquérito realizado, será cinco a oito vezes maior, pois a quebra nas empresas foi de 50 a 80 %, por isso, já estamos em colapso e um ano pior seria o cadafalso.

Pelo exposto apresentámos hoje a situação ao sr. Ministro da Economia, não para pedir mais dinheiro, mas para garantir que a vacinação no Algarve estará concluída no fim de maio, com forte promoção a partir de abril.

Contudo, há perigos reais, pois enquanto o Presidente da República apontou para o início do verão para o fim das vacinas, os outros falaram no fim do verão.

Mais apresentámos como proposta se houver atrasos, que se introduza mais um critério para as prioridades da vacinação, que é o da sustentabilidade/sobrevivência económica e social das regiões e Zonas, incluindo aquelas em que as atividades mais dependentes do turismo representam mais de 60% do PIB respetivo, assim, trataremos de forma diferente o que é diferente e de forma igual o que é igual. Evita-se a destruição de uma região e suas gentes e garante-se a entrada de milhões de divisas essenciais ao país.

O princípio básico é o da solidariedade, tal como se fez com a ajuda do país ao Norte nos picos da pandemia e ao Alentejo e Lisboa pelo Algarve com a instalação dos infetados no Portimão Arena.

É preciso respeito de todos por todos, pelo que os algarvios dizem nâo a serem sempre vitimas esquecidas e desrespeitados: falta saúde, mas Hospital Central é adiado há 30 anos: somos os mais periféricos, e impõem portagens que temos de pagar porque não há alternativa e afastam-se os  andaluzes; temos 70.000 microempresas descapitalizadas e lisboa autoriza grandes espaços comerciais sem limite que tudo arrasam e descapitalizam a região; as condições dos agentes de segurança são deprimentes; são centenas de milhares de camas paralelas que fazem concorrência desleal e roubam competitividade à região; o interior e serra estão abandonados; a pesca pouca atenção merece, na agricultura agora surge uma campanha contra os abacates descontextualizada e  não fundamentada; etc.

José Vitorino, Presidente da Algfuturo

O Presidente da ALGFUTURO, José Vitorino

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