Algarve

Comissão de Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa tem novos representantes

A Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente (CPADA) elegeu os representantes das organizações não governamentais de ambiente (ONGA) para a Comissão de Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa.

A candidatura da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) foi eleita como a representante das ONGA. Este é um passo muito importante na gestão do património natural português continuamente à mercê da voracidade de interesses pouco transparentes.

O presidente da FPCUB, José Manuel Caetano, congratula-se com o resultado da eleição tendo aquela entidade apresentando a candidatura ao Conselho de Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa com uma proposta que evidencia a sua visão holística para a gestão do território, assente da sua vasta experiência institucional e capacidade técnica dos seus representantes indicados para o cargo.

A FPCUB é uma associação de âmbito nacional oficialmente fundada em 1986 a partir de um movimento que à data contava já com mais de três décadas de atividades. Quando organiza o 1º Encontro Nacional de Cicloturismo em Sesimbra, funda mais tarde o Núcleo Cicloturista de Sesimbra e organiza o 1º Sesimbra – Montechoro – Algarve em 1986 (Ano Europeu do Ambiente).

Entre as suas atividades contam-se inúmeras intervenções no Algarve consentâneas com a sua missão de desenvolver a mobilidade sustentável e a proteção ambiental numa região de elevado valor natural sendo que contribuiu diretamente para a classificação da Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. A sensibilização ambiental é transversal às atividades realizadas pela organização ao longo das últimas décadas, fundamental para a perceção publica da importância da proteção deste património inestimável.

Os agora nomeados são, como membro efetivo, a engenheira biológica Claudia Sil, Mestre em Gestão Ambiental, membro do Conselho Consultivo da FPCUB, que conta com mais de 25 anos de experiência profissional na área ambiental; e, como membro suplente a bióloga Marta Tirano, Mestre em Gestão Florestal e da Natureza pela Universidade de Copenhaga, cidade de onde regressou recentemente para abraçar o desafio da proteção ambiental em Portugal.

A Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 aprovou, em 2018, a adoção de modelos de cogestão das áreas protegidas, estimulando a concretização de parcerias entre as diferentes entidades atuantes nos respetivos territórios. Uma medida estruturante, instituída pelo Decreto-Lei n.º 116/2019, de 21 de agosto, que vem trazer à gestão das áreas protegidas, a par do ICNF, que sempre teve a seu cargo a salvaguarda da Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP), representantes das Autarquias, do sector técnico-científico e das Organizações Não-Governamentais de Ambiente e Equiparadas, numa lógica, também, de proximidade.

As áreas protegidas são territórios complexos, do ponto de vista da sua gestão, pois necessitam do estabelecimento de um rigoroso equilíbrio entre a manutenção dos seus valores naturais e os impactes das atividades que aí se desenvolvem que no, no caso do sapal e sistema lagunar da Ria Formosa são inúmeras, abrangendo vários setores económicos ao longo dos seus cerca de 60 km de extensão que atravessam os municípios de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

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