Algarve

ALGARVE | Bloco Esquerda em reunião com a Delegação Regional do IEFP

No passado dia 1 de março realizou-se, via online, a pedido do Bloco de Esquerda do Algarve, uma reunião entre elementos do BE e da delegação regional do IEFP. Por esta delegação, esteve presente a Delegada Regional, Madalena Feu, e António Palma, diretor dos Serviços de Emprego e Formação Profissional.

O deputado João Vasconcelos, Celeste Santos, Augusto Taveira, do Secretariado do BE/Algarve, Vítor Ruivo, do Grupo Laboral e Marco Pereira representaram o partido.

João Vasconcelos expôs algumas das maiores preocupações do Bloco relativamente à permanência da crise económica e social que, de há um ano, se abate sobre a região, em consequência da pandemia da Covid-19. Deu relevo ao crescente número de desempregados e de precariedade laboral, assim como de grande número de trabalhadores informais sem trabalho e completamente dependentes dos apoios governamentais e camarários.

Os elementos do BE acentuaram a importância de serem conhecidos os dados, o mais exatos possível, sobre todas estas situações de perda de trabalho, encerramento de empresas, despedimentos, número de empresas e trabalhadores em lay-off, etc., com vista a que as medidas de apoio sejam muito mais fortalecidas de modo a atenderem a todos os trabalhadores afetados. Realçaram a existência de alguma discrepância entre os números do desemprego divulgados pelo IEFP e pelo INE, assim como de trabalhadores que não são considerados no desemprego, caso dos inativos disponíveis, dos trabalhadores desempregados, mas em formação profissional e outras situações de trabalho parcial.

Madalena Feu fez uma desenvolvida apresentação dos esforços realizados pelo IEFP regional no acompanhamento e divulgação das situações de desemprego no Algarve, procurando pôr ao dispor dos desempregados as diferentes modalidades de apoio previstas no âmbito do IEFP, quer diretamente com os trabalhadores, quer através das empresas. Chamou a atenção de que o IEFP só tem possibilidade de trabalhar e divulgar os dados relativos aos trabalhadores que procuram outro emprego, ou aos jovens que solicitam o 1º emprego. As outras situações são do âmbito, ou do INE, ou da Segurança Social, ou da ACT.

Referiu que tem havido um esforço grande do IEFP regional para colaborar com as autarquias da região, tendo reunido já com todos os presidentes camarários para conhecer as suas necessidades e potenciar a utilização de todos os apoios possíveis aos desempregados. O mesmo procura desenvolver com as associações empresariais e as associações de apoio social. Realçou ainda a importância da formação profissional, quer como meio de atenuar o grande desemprego existente, quer para aumentar a qualificação dos trabalhadores, sobretudo os desempregados, para lhes fornecer mais capacidades de acesso a empregos, num mundo laboral em que o conhecimento técnico e digital é cada vez mais sofisticado e necessário.

Foi ainda abordada, por solicitação do Bloco, entre outras situações de precariedade, a de muitas trabalhadoras desempregadas que são colocadas em programas ocupacionais durante a duração do subsídio de desemprego, mas que são dispensadas no seu término, mesmo que estejam ocupando postos de necessidade permanente de trabalho. Sendo uma situação em que muitos trabalhadores se arrastam anos a fio e merecedora de alteração legislativa. A Delegada do IEFP, concordou que se trata duma situação indesejável, mas cuja solução está fora da competência do IEFP.

Ambas delegações concordaram na necessidade, acentuada agora pela pandemia, da região diversificar as suas atividades económicas, em que, sem retirar a importância do Turismo, áreas como a Saúde, a economia social, a agricultura, as atividades ligadas ao mar, a aposta na industrialização na região, nomeadamente na produção de materiais para o uso de energias renováveis devem ser muito mais dinamizadas.

A Delegada do IEFP informou que rapidamente fará chegar ao Bloco, uma resenha dos dados sobre o desemprego e outros aspetos trabalhados pelo IEFP a nível regional. De ambas as partes foi realçada a disponibilidade para a continuação de contactos e fornecimento de dados ao dispor de cada uma.

O Secretariado da CCD e o Grupo Laboral do BE do Algarve

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