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Deficiência visual e cegueira evitável em Portugal: Até quando permitiremos?

Dia Mundial da Optometria – 23 de março

A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) promove uma série de debates online subordinados ao tema “Deficiência Visual evitável em Portugal. Até quando a permitiremos?”. As sessões realizam-se a 23 de março, Dia Mundial da Optometria, entre as 10h30 e as 16h30, com transmissão pública no Facebook e Youtube da APLO. O objetivo é alertar para as causas de deficiência visual e cegueira, que poderiam ser evitadas, caso fossem tratadas atempadamente.

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Estima-se que 60 por cento das principais causas de deficiência visual e cegueira, como é o caso dos erros refrativos ou da catarata, seriam evitáveis se tratadas e referenciadas atempadamente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), refere “que muitas destas causas podem ser resolvidas nos cuidados primários para a saúde da visão”, representando uma poupança significativa na despesa do Serviço Nacional de Saúde. A deficiência visual é responsável pelo maior grupo de pessoas com deficiência em Portugal, sendo que mais de metade das pessoas com 65 anos descreve dificuldade em ver. Acresce a maior incidência e agravamento da miopia, associado à maior utilização de dispositivos eletrónicos e menor exposição a atividades ao ar livre pelas crianças e adolescentes.

Segundo Raúl de Sousa, presidente da APLO, é urgente implementar as recomendações da Organização Mundial de Saúde e integrar os Optometristas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Esta integração assegura os cuidados para a saúde da visão, integrados e multidisciplinares, à população, numa lógica de proximidade, com intervenção atempada, de qualidade e com a segurança que todos os portugueses merecem”.

E acrescenta: “É imperioso eliminar as extensas listas de espera para uma consulta hospitalar da especialidade de Oftalmologia no SNS, assim como o gigantesco desrespeito pelos tempos máximos de resposta garantida e a inexistência de cuidados primários para a saúde da visão”.

“Para este efeito urge seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde para a implementação das intervenções para o erro refrativo, no domínio dos cuidados primários, no Serviço Nacional de Saúde, com uma das melhores relações custo-benefício de todas as intervenções em saúde”, conclui Raúl de Sousa.

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