Loulé

Impasse na revisão do PDM vai agravando a insustentabilidade do Concelho de Loulé

Artigo de Opinião de Jorge Guerreiro

Jorge Guerreiro

É preciso resolver urgentemente e a sério o PDM Loulé tendo em conta a pressão demográfica cujo desequilíbrio se tem vindo a acentuar cada vez mais.

A pressão demográfica é cada vez maior no litoral e o interior está cada vez mais desertificado.

A revisão do PDM pode atenuar alguns problemas da habitação com a aprovação de muitos projetos pendentes para o interior e que só a revisão do PDM pode permitir.

Há projetos pendentes de aprovação há anos e há décadas que só a revisão do PDM pode resolver para que as pessoas se possam começar a fixar no interior.

É do conhecimento público que há pessoas há mais de 20 anos à espera de aprovação para construírem as suas habitações no interior do Concelho de Loulé e a situação continua num impasse sem a revisão do PDM.

Se tal não acontecer, há freguesias que literalmente vão desaparecer por escassez de população, algumas das quais vão perdendo, por via da desertificação, alguns serviços públicos e com tendência para a situação se agravar.

Por outro lado, o excesso populacional no litoral, designadamente em Quarteira com o crescimento atual de 7,5% a cada 4 anos, vem criar problemas de vária ordem, nomeadamente a falta de habitação, problemas de segurança, salubridade com as infraestruturas a ficarem cada vez mais subdimencionadas, os espaços verdes que vão escasseando pela pressão da construção, o parque escolar que vai sendo progressivamente insuficiente, os serviços de saúde vão perdendo a capacidade de resposta às necessidades crescentes, em suma, tudo o que são infraestruturas públicas vão sendo cada vez mais insuficientes por força da falta de investimento público que acompanhe o crescimento demográfico.

Oficialmente, a Freguesia de Quarteira tem uma população de cerca de 25 mil pessoas registadas e sempre com tendência para aumentar.

Portanto, tem de se agir urgentemente por parte de quem decide sob pena de se criar aqui uma bomba demográfica de difícil controlo, com consequências imprevisíveis e com prejuízo para a qualidade de vida dos residentes, que vai ficando cada vez mais reduzida.

Toda este crescimento desordenado e desequilibrado irá conduzir, seguramente, à revolta das pessoas, o que não é, de todo, aquilo que se deseja para esta freguesia.

Por: Jorge Guerreiro

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