Quarteira

QUARTEIRA | Apresentação do “Cancioneiro Popular do Concelho de Loulé” com homenagem aos poetas da terra

O “Cancioneiro Popular de Concelho de Loulé” foi apresentado no dia 4 de agosto, no auditório do Centro Autárquico de Quarteira com homenagem aos poetas da terra que integram a obra, da qual receberam um exemplar, nomeadamente Filipe Viegas, José Manuel Guerreiro Guerreiro, José Martins, Maria do Pilar Santos e Solange Guerreiro, entre outros.

Uma iniciativa que contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo e do presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto.

“O Cancioneiro Popular do Concelho de Loulé” reúne o trabalho de 65 poetas das 9 freguesias deste município, em 5 volumes, num total de mais de 2 mil páginas. Nasce de uma parceria entre a Autarquia e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, que começou ainda antes da pandemia, o que não inviabilizou o processo, como explicou João Minho Marques, o docente que coordenou a obra.

De entre os temas apresentados, a “diversidade e riqueza” estão presentes: “desde memórias de costumes bastante antigos, passando pelo registo de impressão da paisagem de há mais de meio século, até imagens de uma topografia que importa preservar, apesar de alterada pela imutável marcha do progresso”, como indicou o coordenador deste Cancioneiro, João Minhoto Marques, que se associou por videoconferência a esta apresentação.

Sinal tanto de “resistência” como de “inspiração”, esta recolha antológica visa “preservar a memória do povo louletano”, num concelho onde o “cancioneiro faz sentido e é atual”, de acordo com as palavras do administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, Guilherme D’Oliveira Martins, numa referência desde logo a António Aleixo, o maior poeta popular português, Casimiro de Brito, Lídia Jorge e ainda ao papel de Maria Aliete Galhoz na preservação do património oral.

“Este cancioneiro é também Geoparque porque é a valorização das pessoas e do nosso património cultural e humano”, explicou Vítor Aleixo.

O autarca louletano expressou o “sentimento de dever cumprido” com o lançamento desta obra. “Faltava honrar esta tradição cultural tão viva e mantida ao longo dos anos pelo povo genuíno. Traduz a obra do povo, os seus saberes ancestrais, enriquece-nos com sensibilidades, atravessa os séculos e é tão importante”, acrescentou.

Categories: Quarteira