Quarteira

QUARTEIRA | Amália Carrilho candidata do PAN à freguesia

Amália Carrilho

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresenta aos eleitores da freguesia de Quarteira uma candidatura cuja equipa é liderada por Amália Carrilho, Bacharel em Turismo e Licenciada em Marketing, cuja experiência profissional passou pelo desempenho de funções na Administração Pública local e Central, respetivamente como Técnica do Gabinete de Informação e Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal de Serpa e como Coordenadora de alguns Centros de Turismo de Portugal no Estrangeiro mas que, nos últimos anos e desde que se fixou no Algarve, em Vilamoura, tem dedicado muito do seu tempo livre ao voluntariado e ativismo na causa animal.

Este projeto autárquico que se apresenta visa desenvolver, de forma sustentável e integrada diversas vertentes, de âmbito social e ambiental, animal e natureza. Assim:

  • É urgente ordenar o estacionamento, facilitar e tornar o trânsito mais seguro na cidade e assim importa;
  • Nas zonas antigas, dar prioridade de estacionamento aos moradores;
  • Desafetar a faixa ciclável na Av. Dr. Carlos Mota Pinto e na Av. Francisco Sá Carneiro, que não oferece condições de circulação em segurança, seja para peões, ciclistas ou automobilistas, transferindo-a para a Avenida Infante de Sagres, na beira mar;
  • Construir um silo auto, vertical, que permita descongestionar o estacionamento de superfície e o trânsito automóvel que a todos aflige, especialmente no Verão, com a chegada de milhares de turistas que não têm local próprio onde parquear o carro e assim entopem toda a rede viária, na procura de um espaço, contribuindo ainda de sobremaneira para a poluição atmosférica sentida nesses meses.
  • Apostamos também em tornar a cidade mais acessível e segura para todos, nomeadamente para os deficientes e pretende-se, por isso, efetuar um levantamento dos obstáculos na circulação e atuar na sua remoção, garantindo melhores acessibilidades.
  • O esforço de reverter a ciclovia criada nas Avenidas Dr. Carlos Mota Pinto e Francisco Sá Carneiro contribuirá também para este item, por falta de condições de circulação na via pública para todos, sobretudo para peões portadores de algum grau de deficiência e por isso, em perigo constante.
  • Queremos implementar um sistema tão simples e tão importante quanto a sinalética luminosa intermitente, no limite à aproximação das passadeiras, sobre o pavimento, realçando assim a passadeira.
  • Quanto à segurança e entre outras situações a identificar, importa dotar de bermas e de iluminação pública, todo o troço de estrada da saída de Quarteira, desde a rotunda após o Pingo Doce até à rotunda da Vila Sol, dado o trânsito intenso e o perigo iminente de acidentes com peões e ciclistas.
  • E pretende-se a melhoria das condições de acessibilidade para deficientes até ao mar, criando numa das praias passadeira e rampa apropriadas, permitindo o acesso autónomo e banhos de mar em segurança.
  • É essencial um olhar especial à limpeza diária das nossas ruas, também na zona antiga, sempre mais esquecida, como é essencial promover a recolha atempada do lixo orgânico e do lixo separado, reciclável e essencial é ainda manter as nossas praias, promover a limpeza do lixo e garantir praias sem plásticos.
  • Vamos promover o dever de cada cidadão reforçar a sua consciência e fomentar nos outros a ideia de que o futuro e a sustentabilidade do planeta estão nas nossas mãos, passam por nós e pelas nossas ações.
  • Queremos a recuperação total da frente mar de Quarteira-Vilamoura para as pessoas, nomeadamente na zona dos mercados da fruta e do peixe e a integração desta frente intermédia de Quarteira a Vilamoura na continuidade paisagística, pedonal e ciclável, das frentes leste e oeste já executadas.
  • Encontrando-se a intervenção na Avenida Infante de Sagres em fase de contribuição pública para o projeto e indicada a eventual construção daqueles mercados na proximidade do local atual, o P.A.N. desenvolverá esforços para que os mesmos devam ser preferencialmente deslocados para a periferia, evitando a entrada no centro da cidade das viaturas pesadas de abastecimento e das viaturas ligeiras dos potenciais clientes do mercado, diminuindo assim a pegada ecológica dentro da cidade.
  • Importa já requalificar a obra do recente Passeio das Dunas, isto de forma a integrá-lo nas futuras obras da Av. Infante de Sagres e em toda a frente mar de Quarteira-Vilamoura mas, sobretudo, de forma a corrigir inexistente, ou deficiente, sombreamento de sul e iluminação, em todo o percurso pedonal e instalando vários pontos de descanso, com bancos, a acrescer aos poucos existentes.
  • Falando em requalificação da frente mar, a instalação de chuveiros em vários pontos da frente mar de Quarteira, à saída da praia, é uma necessidade que queremos ver colmatada.
  • É também intenção do PAN dar continuidade e tentar melhorar os apoios sociais.
  • Assim, visionamos conseguir que as creches e infantários pratiquem horários desfasados, por forma a responder a necessidades específicas de famílias mono parentais ou outras, que em face dos seus horários de trabalho não encontram oferta adequada para as suas necessidades.
  • Percecionamos também a urgente necessidade de construção de estruturas residenciais para idosos, mas igualmente a necessidade de acompanhamento e apoio domiciliário noturno a idosos que vivem sozinhos, ou que só têm apoio domiciliário diurno ou frequentam centros de dia, ficando depois à sua exclusiva mercê mais de 12 horas e que não querem internamento num lar, ou não encontram lugar em nenhum, ou não o podem pagar.
  • No que respeita a alojamento de pessoas necessitadas e vulneráveis, pretende-se criar um programa habitacional misto, com a compra e/ou arrendamento de alguns imóveis pela autarquia e sua afetação temporária a essas famílias, a custos controlados, mediante critérios objetivos e enquanto reúnam esses critérios, ou, em idênticas circunstâncias, com apoio às rendas de casa que já habitam.
  • Quando façam parte do agregado pequenos animais de companhia, pretende-se também conseguir aliar o alojamento convencional a essa posse de animais, os quais são usualmente excluídos das soluções encontradas e propomos ainda criar, em paralelo com essas soluções, um parque com alojamentos do tipo bungalow para que quer as pessoas, quer os seus animais, possam permanecer juntos e aí encontrar um porto de abrigo seguro, ao mesmo tempo que usufruem e comungam da natureza.
  • A nível social, é ainda urgente a construção de capelas mortuárias em zona anexa ao cemitério, para utilização universal e condigna, propondose a sua instalação no local das atuais instalações oficinais da Junta de Freguesia, deslocalizando estas para a zona industrial.
  • Na vertente ambiente e natureza é importante preservar e manter as zonas húmidas do Almargem e do Trafal, inviabilizando ali qualquer tipo de construção que ponha em perigo a biodiversidade e todo o ecossistema, que urge manter, criando pontos de observação da fauna e da flora e pontos de descanso nos percursos pedonais e cicláveis, que se querem aprazíveis em toda a sua extensão e ligados à cidade.
  • Pretende-se também assim fomentar a criação de alternativas ao turismo de sol e praia, criando condições para a diversificação da oferta com base em produtos turísticos de natureza, sustentáveis.
  • É importante a ligação desses percursos pedonais e cicláveis a outros espaços públicos de uso frequente, por ciclovia e trajetos pedonais seguros e aprazíveis, tendo isto como incentivo ao menor uso, ou até ao uso condicionado, de viaturas motorizadas em determinados acessos.
  • Para tal importa implementar uma rede de bicicletas comunitárias, partilhadas, de uso responsável e registado, mas livre.
  • É importante criar na cidade espaços dedicados a hortas comunitárias, à disposição dos moradores, constituindo pontos de encontro e convívio entre os que querem dedicar algum do seu tempo a plantar e cuidar desses espaços e servindo também de ocupação, partilha de conhecimentos e auto-sustento.
  • Também são necessários outros pequenos e médios espaços verdes por excelência, sustentáveis, em cada praça dentro da cidade, para lazer e convívio.
  • Por último, mas não menos importante, relativamente à causa animal o PAN preconiza a urgente criação de um Santuário Animal, que seja uma casa para os animais que por infortúnio se encontrem na rua e que seja simultaneamente um espaço lúdico e educativo, de interação entre pessoas e animais. Um centro que esteja aberto a visitas, a adoções e a tratamentos médico-veterinários, quer de animais de companhia, quer comunitários e selvagens.
  • Importante será também estabelecer acordos médico-veterinários com clínicas locais, para atendimento de animais de pessoas carenciadas, referenciadas pela autarquia após avaliação e igualmente criar uma equipa especializada em resgate animal, que funcione 24h, todos os dias, dotando-a de todo o tipo de material necessário ao resgate, assim como de uma viatura-ambulância de socorro.
  • Na situação atual, queremos ainda que seja dado cumprimento ao programa CED (de captura, esterilização e devolução) abrangente da freguesia, sem determinar a eutanásia, exigindo da Câmara Municipal maior eficácia e eficiência na sua implementação.
  • E exige-se que o Canil Municipal, com as competências e os deveres legalmente atribuídos, mantenha um registo de entrada e destino dos animais e seja um centro de portas abertas, aberto ao voluntariado da comunidade.
  • Queremos também dar prioridade a um programa de adoção responsável de animais recolhidos e de outros, na rua, em situação de necessidade e queremos a implementação de um sistema de registo dos animais comunitários, porque não são dos cuidadores, que já fazem a sua parte.
  • Pretende-se que as colónias sejam identificadas, registadas e protegidas em nome da freguesia, nomeadamente com cartazes a referir a sua situação sanitária e com abrigos, preconizando-se que os seus cuidadores sejam auxiliados na alimentação a dispensar a estes animais comunitários e nas despesas com os seus cuidados de saúde.
  • Propõe-se igualmente a criação de um parque canino, com obstáculos, que possibilite aos tutores dos animais passeá-los e exercitá-los em liberdade e segurança.
  • Promover-se-á também que seja escolhida e assinalada uma praia amiga dos animais, para que estes possam ser levados pelos tutores que deles se queiram fazer acompanhar.

Queremos, em suma, melhores condições para as pessoas, mais respeito pelos animais e pela natureza e de forma geral, pelo ambiente. O planeta a todos pertence e todos dele fazemos parte!

O PAN Algarve

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