Turismo

APENO lança Petição pela transparência na atribuição de fundos pelo Turismo de Portugal

Após ter recebido várias queixas dos seus associados e da própria Associação Portuguesa de Enoturismo ter tentado desde a semana passada concorrer às linhas de apoio do Turismo de Portugal (TP) sem sucesso, devido a permanentes erros técnicos do site do TP, a APENO lançou uma petição pela transparência, antes de avançar para uma queixa formal na PJ e no Ministério Público. 

Os erros técnicos no site do Turismo de Portugal existem desde a semana passada e continuam por resolver, impedindo as empresas de se candidatarem aos fundos do turismo . Ontem, após mais um dia passado a trocar mensagens com o Service Desk do Turismo de Portugal, a APENO não ultrapassou as dificuldades técnicas para se candidatar ao programa Events, um facto que já tinha anteriormente acontecido com o programa Adaptar Turismo na semana passada. Algo «completamente inaceitável», segundo Luís Souto, Vice-Presidente da APENO, que considera que um site de uma entidade como o Turismo de Portugal «não pode constantemente ter erros técnicos que fazem perder um ou mais dias de trabalho das empresas, enquanto buscam soluções entre departamentos informáticos do TP e das empresas», afirma. E continua:  «É frustrante e um problema recorrente. Consideramos, mais uma vez, que o Turismo de Portugal anda a brincar com quem trabalha.  Por isso, continuamos a lutar pela transparência.  Escrevemos já vários e-mails directos ao Presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, mas até agora não obtivemos resposta. Nele, pedimos Transparência relativamente à atribuição dos fundos, assim como um esclarecimento sobre as empresas e consultoras que por milagre conseguiram entrar no site para concorrer, e a que horas. E um site decente, que não vá sempre abaixo!», remata.  

Devido à ausência de respostas, a APENO lançou hoje uma Petição pela Transparência na atribuição de fundos pelo Turismo de Portugal –  https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT110397   –  «que pedimos a todos os lesados e aos cidadãos conscientes que assinem», diz Maria João de Almeida, Presidente da APENO. «Se conseguirmos atingir a subscrição de um mínimo de 1000 cidadãos, a mesma é obrigatoriamente publicada no Diário da Assembleia da República e é obrigatória a audição dos peticionários. Se a Petição for subscrita por mais de 4000 cidadãos a mesma será agendada para apreciação em Plenário da Assembleia da República. Havendo muitas queixas, podemos juntar-nos e seguir com uma queixa na Polícia Judiciária e no Ministério Público», remata. E diz ainda «Sabemos que a justiça em Portugal custa a vingar, mas se não fizermos nada, ainda é pior. Por isso, não vamos desistir. Obrigada a todos, assinem a petição pela transparência. Estamos fartos».

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