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ALBUFEIRA | Feira Franca está de regresso de 26 a 30 de novembro

Não foi realizada no ano passado por restrições impostas pela pandemia, mas este ano regressa com tudo o que pertence: visitantes, vendedores, roulottes de farturas e petiscos, tendas com batata-doce, mel da serra, frutos secos e outros produtos regionais, para além das pistas de carrinhos de choque e carrosséis para alegria de pessoas de todas as idades. “É pr’ó menino e pr’á menina”, é a Feira Franca de Albufeira, que regressa de 26 a 30 deste mês, no recinto próximo ao terminal rodoviário.

Uma das mais aguardadas feiras do concelho de Albufeira, a Feira Franca, está de regresso. De 26 a 30 destes mês de novembro, o recinto  da Feira e Mercados, perto do terminal rodoviário de Albufeira, volta a acolher música e iguarias, juntando milhares de pessoas, do concelho e da região. Não falta nada para a celebração de uma das práticas económicas mais antigas da História de Portugal.

A Feira Franca de Albufeira atrai anualmente milhares de visitantes, vendedores, roulottes de farturas e petiscos, tendas com batata-doce, mel da serra, frutos secos e outros produtos regionais, para além das pistas de carrinhos de choque e carrosséis para alegria de pessoas de todas as idades. A par do comércio e da gastronomia para degustar no local, há sempre música e espaços de diversão. Aguardada por muitos, tem vindo a somar êxitos de ano para ano, embora não tivesse sido realizada no ano transato devido à Covid-19.

A primeira Feira Franca de Albufeira ocorre sob o reinado de D. Pedro II, no séc. XVII, sendo então realizada no largo da Igreja de S. Sebastião e era fortemente participada dada a sua natureza de livre franquia, ou seja, isentava de impostos quem lá quisesse vender. Era realizada a 4 de fevereiro e depressa ficou apelidada, dada a localização, por Feira de S. Sebastião, assim aliando o comércio à tradição religiosa que falava do milagre do santo, cuja lenda narrava a visita do Santo pelas ruas da vila acompanhado por 24 anjos e que depois de visitara a Igreja de Sant’Ano, à sua igreja se recolheu, tendo os sinos tocado sozinhos. Com esta “bênção” reza a lenda ter acabado a peste (bubónica, séc. XIV) em Albufeira, que então grassava por todo o país.

Dada a venda abundante naquela feira de cenouras roxas, de miolo bastante doce e alaranjado, depressa a Feira passou a designar-se de Feira do Pau-Roxo, facto ainda lembrado nos dias de hoje. Para acompanhar sardinha assada, peixe frito, feijão ou grão, era esta cenoura conservada às rodelas em azeite, vinagre, salsa e alho, ao longo de todo o inverno.  Era igualmente comida sobre pão com temperos e o caldo da sua cozedura.

Seja pela tradição, pela diversão ou simplesmente pela aquisição de produtos a preços maias acessíveis, a Feira Franca de Albufeira espera continuar a ter a grande afluência de sempre e a mesma satisfação de todos.

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