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A Ervilha congelada é o novo livro que explica às crianças como vieram ao mundo através da fertilização in vitro

Márcia Lima Soares, a autora, parte das suas próprias experiências e memórias para nos transportar ao mundo de um laboratório de fertilização in vitro cheio de pequenas ervilhas ansiosas por nascer e receber o amor de uma família que as deseja há muito, independentemente de ser ou não a mais tradicional. 

A Ervilha Congelada é um novo livro infantil que acaba de chegar às livrarias, dedicado a todas as mulheres e homens que alcançaram o sonho da parentalidade ou que ainda o perseguem. É um livro que fala de esperança e de amor e que explica aos mais pequenos, de uma forma muito simples, como vieram ao mundo através da fertilização in vitro.  

Márcia Lima Soares, a autora, mãe de uma menina de um ano, nascida através de procriação medicamente assistida, parte das suas próprias experiências e memórias para nos transportar ao mundo de um laboratório de FIV (fertilização in vitro), onde se vivenciam todas as emoções que antecedem a tão desejada gravidez. É a história da autora e também de muitas famílias.  

De acordo com a escritora o livro cumpre vários objetivos, uma vez que não só incentiva à leitura, como sensibiliza para a diferença. E sendo Márcia Lima Soares mãe de uma “ervilha” que nasceu num laboratório, ficam ensaiadas as primeiras palavras, embrulhadas em páginas coloridas e cheias de aventuras. “Acredito que devemos motivar as crianças para a leitura e apresentá-las a tópicos que são mais delicados. O segundo motivo que me levou a escrever este livro foi o facto de sentir que devemos sensibilizar todas as crianças para a existência de famílias diferentes, sendo que algumas não correspondem aos padrões mais tradicionais. Por último, conto usar A Ervilha Congelada para ajudar a explicar à minha filha que o início da sua vida teve lugar num laboratório e que, desde então, já era muito amada e desejada”, explica a autora.  

O congelador é o cenário principal desta história, onde habitam muitas ervilhas de cores e tons diferentes, mas também muitas outras personagens, como a Nugget, o Brócolo, o Choco e até uma Rainha dos Cubos de Gelo, entre outros tantos seres à espera de uma nova vida. A Carcaça Velha é a mais antiga habitante deste congelador e, enquanto sonha com o seu regresso ao Alentejo, para se transformar em migas de espargos, é a personagem que vai respondendo às dúvidas e inquietações das pequenas ervilhas. 

“A Carcaça Velha assemelha-se àquela pessoa que olha por nós, que cuida e ampara, não tendo de ser, necessariamente, uma mãe ou um pai. Pode ser uma professora, uma amiga ou um familiar. No que diz respeito à fertilização in vitro pode ser qualquer pessoa que trabalhe no laboratório, já que acaba por ser uma cuidadora, ao garantir que aquela vida recebe todos os cuidados necessários”, revela Márcia Lima Soares. Acrescenta ainda que a Carcaça Velha pode representar todas as pessoas que estão a lutar para gerar uma criança. “Mesmo que ainda não tenham filhos, com certeza que distribuem amor por muitas outras crianças”, frisa. 

A Ervilha Congelada, da Emporium Editora, e com prefácio da Dra. Filipa Santos Psicóloga clínica no IVI Lisboa, é o segundo livro que Márcia Lima Soares publica, numa parceria com a ilustradora Joana Sesta. Em dezembro de 2020 lançou o livro infanto-juvenil Seis Ruas, que aborda o luto positivo. 

PVP: 13€ 

NOTA BIOGRÁFICA: 

Márcia Lima Soares nasceu em Setúbal, a 17 de março de 1983. Passou a sua infância dividida entre Viseu e o Barreiro, tendo regressado a Setúbal em 1993, cidade onde prosseguiu os seus estudos. Em 2001, ingressou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, onde terminou a licenciatura em Estudos Portugueses e Ingleses. Em 2009 sofreu um grave acidente de viação, no qual faleceu um dos seus irmãos com apenas 17 anos. Este evento trágico marcou profundamente a sua vida e levou-a a refugiar-se na arte, no desporto, no ativismo e na família. Atualmente, leciona Inglês, Português e Educação para a Cidadania a turmas do 3.º Ciclo e Secundário, no Colégio Atlântico, tendo abraçado­­­ um projeto ligado ao International Baccalaureate Diploma Programme, onde se dedica às áreas de Criatividade, Atividade e Serviço (CAS), a par da sua frequência no doutoramento em Estudos Medievais. 

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