Consumidor

69% dos portugueses consideram comprar um veículo elétrico ou híbrido

  •  A nível global, 66% dos proprietários de SUV e 61% dos não proprietários pensam comprar um SUV elétrico
  • 30% dos proprietários de SUV e 41% dos de outros veículos defendem restrições nas vendas de SUV a combustão
  • Quase um terço dos não proprietários de SUV estão a pensar trocar para um desta gama

A preocupação com o ambiente tem vindo a aumentar progressivamente, com as organizações mundiais e as entidades estatais de cada região a imporem medidas cada vez mais rigorosas no que respeita aos elementos contribuidores para as alterações climáticas. O mais recente estudo do Observador Cetelem Automóvel 2022 confirma esta preocupação entre os automobilistas. De acordo com os dados obtidos, 69% dos portugueses estão a considerar comprar um veículo elétrico ou híbrido.

Quando questionados sobre a gama de carros que mais gostariam, os inquiridos são claros. Entre seis silhuetas de veículos, o mais escolhido é o SUV/4×4. Em Portugal, 55% dos proprietários de SUV e 24% dos não proprietários confirmam que vão optar por esta gama se comprarem um veículo no decorrer do próximo ano, sendo a tendência de que as vendas de SUV continuem a aumentar no país. Analisando de forma global, são 6 em cada 10 proprietários de SUV (60%) os que contam comprar este veículo, apesar de os belgas e os polacos serem mais reservados nesta decisão comparando com outros países (49% e 50%). Já no que respeita aos não proprietários, o estudo mostra uma conversão ao SUV, uma vez que quase um terço (29%) estão predispostos a trocar para um SUV, sendo mais numerosos até do que os automobilistas que pretendem adquirir uma berlina (19%) ou um citadino (18%).

Também na compra dos SUV predomina a responsabilidade ambiental. Entre os inquiridos, a escolha futura de SUV é maioritariamente elétrica ou hibrida, com 74% dos proprietários de SUV em Portugal e 70% dos não proprietários a confirmarem esta opção, um valor mais elevado que na média do estudo (66% e 61%, respetivamente). As taxas de adesão são particularmente elevadas na Turquia (88%, 78%), China (83%, 79%), Brasil (82%, 77%) e Itália (77%, 78%), enquanto se revelam baixas na Alemanha (57%,42%), Bélgica (45%,27%) e, particularmente, na França (42%, 37%). 

Medidas restritivas para os SUV a combustão?

Cerca de um terço dos proprietários consideram que deve haver restrições nas vendas dos SUV a combustão (26% em Portugal, 30% a nível global), assim como 41% dos não proprietários – 32% em Portugal.

Quando questionados sobre outras medidas menos drásticas, os dados demonstram que os proprietários nunca estão em maioria para prever medidas restritivas. Isto é verdade para o limite máximo de velocidade, para as penalizações ecológicas para os SUV com motor a combustão (ambos com 45%) ou uma eventual penalização para os veículos mais pesados (40%). Nestes três pontos, os dados revelam que os não proprietários são ligeiramente maioritários no apoio a medidas restritivas (57%, 54% e 51%).

Metodologia

O inquérito quantitativo aos consumidores foi realizado pela Harris Interactive de 3 a 20 de setembro de 2021 em 17 países: África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, México, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia. Um total de 11.000 pessoas foram entrevistadas online (modo de recolha CAWI). Os inquiridos tinham entre 18 e 65 anos e foram selecionados a partir de amostras representativas a nível nacional em cada país. A representatividade da amostra é assegurada pelo método das quotas (sexo, idade). Foram realizadas 3.000 entrevistas em França e 500 em cada um dos outros países.

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