Algarve

Joana Mendonça no 1.º dia da Algarve Tech Hub Summit: «Temos uma margem importante de crescimento na área da inovação»

Na abertura oficial do Algarve Tech Hub Summit (ATHS), no dia 28 de março, no Campus da Penha, da Universidade do Algarve, Joana Mendonça, presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), salientou a oportunidade do momento atual: “Temos uma margem importante de crescimento na área de inovação.” Sublinhou o estreitamento de relações entre a ANI e a Universidade do Algarve para criar valências noutras áreas para além do Turismo. “Só com um trabalho colaborativo conseguimos chegar mais longe. Há um potencial de crescimento para valorizar a inovação que se faz no Algarve”.

Os intervenientes no 1.º dia da Algarve Tech Hub Summit

Na cerimónia participaram também Paulo Águas, reitor da Universidade do Algarve, Miguel Fernandes, presidente da Associação Algarve Evolution, Francisco Serra, presidente da Associação Algarve STP – Systems and Technology Partnership e José Apolinário, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Os intervenientes valorizaram o trabalho conjunto desenvolvido por entidades públicas e privadas para materializar o ecossistema tecnológico que começaram a desenhar há quase uma década. “O ATHS traz notoriedade à região, o que de outra forma seria inalcançável”, sublinhou Francisco Serra, um dos mentores do projeto que visa promover a inovação e a tecnologia na região.

Durante a manhã, abordou-se o tema “Sistemas Alimentares Sustentáveis”, nas sessões promovidas pela AMAL. A tarde, foi dedicada à Arte Digital, pelo Museu Zer0. O artista brasileiro Emanuel Pimenta refletiu sobre a forma como a tecnologia influencia o pensamento e as ações. “Não acredito que a tecnologia mude a nossa forma de ser, a tecnologia somos nós em mudança”, defende. Olha para a história da tecnologia como uma história de mudanças comportamentais sobre as quais se deve refletir. Na apresentação, deu a conhecer muitas das suas ideias e obras que surpreenderam pela inovação e identificou as mudanças trazidas pelo mundo digital, como o fim dos livros ou a inteligência artificial em substituição do humano.

“Neste mundo avassalador de entretenimento e consumo contínuo, a arte está-se a extinguir e as pessoas estão-se a acomodar ao conhecimento já adquirido e à repetição do que conhecem”, defende. Tudo o que não se pode dizer do seu percurso artístico, sempre a desafiar os modelos, a experimentar, a explorar novas linhas de pensamento, na comunicação, na arquitetura e na música. Pimenta colaborou, entre outros, com o compositor americano John Cage, com o coreógrafo Merce Cunningham ou com o filósofo suíço René Berger, com quem dirigiu os primeiros festivais de videoarte e de arte eletrónica no mundo.

Joana Miranda, coordenadora do Braga Media Arts, apresentou o modelo desenvolvido por Braga enquanto Cidade Criativa da Unesco e integrante desta rede de 17 cidades em todo o mundo de Media Arts, que ajudou a posicionar a cidade na corrida ao título de Capital Europeia da Cultura 2027. Pedro Alves da Veiga, artista transdisciplinar e investigador, refletiu sobre a desfuncionalização, a dessensibilização e o desvio dos conceitos artísticos e sobre a economia da experiência que está a mudar a forma como se vive e observa a arte e os espaços expositivos. Jorge Semião, presidente do conselho técnico-científico do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (UAlg), e Mirian Tavares, professora associada da UAlg, fecharam a sessão. Foi apresentada uma mostra de obras de arte digital realizada por artistas acompanhados pelo projeto transfronteiriço Magalhães.

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