Algarve

CCDR Algarve no 3.º Encontro Nacional Urbact III

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da Região do Algarve participou no 3.º Encontro Nacional URBACT III, no qual os parceiros partilharam as suas experiências e deram a conhecer os impactos do programa URBACT nas suas cidades e regiões, no Convento de São Francisco, em Coimbra.

O evento contou com a participação dos parceiros URBACT portugueses das Redes de Planeamento de Ação em curso, das Redes Piloto ativas (Rede Global Goals for Cities, Mecanismo de Transferência UIA e Redes de Transferência – 2.ª vaga) e, ainda, das Redes de Transferência cujos trabalhos foram concluídos em 2021. No total, estiveram presentes perto de 60 participantes, que incluíram ainda representantes da Direção-Geral do Território (DGT), das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (designadamente, as CCDR Norte, Centro, Algarve e Lisboa e Vale do Tejo) e da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, entidades que integram o Grupo de Ligação URBACT, sendo a CCDR Algarve representada por Aquiles Marreiros, coordenador do órgão de Acompanhamento das Dinâmicas Regionais. Sublinhe-se ainda a participação dos representantes do Município de Loulé (projeto Healthy Cities).

Após um balanço das atividades desenvolvidas pela rede desde o seu lançamento em 2015, os participantes partilharam em cinco grupos os impactos gerados pelo URBACT nas suas cidades e regiões, procurando responder às questões: Que competências e práticas de planeamento integrado foram desenvolvidas? Que mudanças houve em termos de relações transnacionais? A participação no URBACT potenciou o acesso a novas fontes de financiamento? Que novas práticas inovadoras e/ou de governança participativa foram adotadas ao nível local? Que novos atores foram trazidos para o processo e que necessidades de capacitação manifestaram?

Nas conclusões gerais destes grupos, foram destacadas as mudanças positivas introduzidas pelo URBACT no funcionamento dos municípios e da sua relação com os cidadãos, bem como na capacitação dos técnicos.

Seguiu-se um debate conjunto, em que se lançou o repto “Como amplificar o URBACT?” Entre outras questões, procurava-se perceber como fazer chegar o URBACT a mais cidades e vilas, o que poderá motivar as cidades a participarem e o que poderá melhorar a comunicação e a disseminação. O debate foi intenso, antecipando uma forte adesão ao URBACT IV, o novo programa a ser lançado no próximo verão, no âmbito do qual está prevista a abertura de uma chamada para novas Redes de Planeamento de Ação, já no outono.

Segundo organizadores e participantes, “este regresso aos encontros presenciais, com um formato concebido em conjunto pelas entidades organizadoras e pelas CCDR, teve grande adesão por parte dos parceiros URBACT, que puderam retomar o espírito de encontro e intensa partilha de experiências, característicos do programa, num espaço inspirador e cujas excelentes condições contribuíram para o sucesso do evento”.

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