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Programa abem: evitou mais de 15 milhões de euros de custos ao Serviço Nacional de Saúde

A Avaliação de Impacto Social do Programa abem: estimou que apenas em episódios de urgência e internamentos evitados pelo cumprimento das terapêuticas proporcionado pelo Programa abem: foram poupados mais de 15 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde, entre maio de 2016 e dezembro de 2020.

Todos os anos em Portugal, 864 mil pessoas deixam de comprar os medicamentos de que precisam por não os conseguirem pagar. Isto significa que se o Programa abem: chegasse a todas elas, com um apoio de 147 milhões de euros seria possível uma poupança potencial superior a 600 milhões de euros em internamentos e episódios de urgência.

Em termos de repercussão na vida dos beneficiários, em consequência da ação do Programa abem: Rede Solidária do Medicamento, a percentagem de beneficiários que nem sempre consegue comprar os medicamentos que lhes são prescritos caiu de 61% para 5% (estima-se que estes 5% correspondem a medicamentos não comparticipados pelo Estado e não estão abrangidos pelo Programa abem:).

Já a percentagem de beneficiários que deixou de pagar outras despesas para comprar a medicação indispensável ao controlo das suas doenças diminuiu de 85% para 14%.

Estas são conclusões retiradas do estudo de Avaliação de Impacto do Programa abem:, referente ao período compreendido entre maio de 2016 e junho de 2021, apresentado hoje, em Lisboa, na Conferência abem:. O evento, organizado pela Associação Dignitude, com o alto patrocínio do Presidente da República, promoveu uma reflexão sobre o acesso da população portuguesa mais carenciada à saúde e aos medicamentos, e contou com a presença, entre outros, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, da Vice-Presidente do Instituto da Segurança Social, Catarina Marcelino, em representação da Ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, de Maria de Belém Roseira, associada fundadora da Associação Dignitude, e de Inês Mendes da Siva, CEO e fundadora da Notable.

Maria de Belém Roseira sublinhou “o claro contributo do abem: para o cumprimento da universalidade de acesso à saúde, ao atenuar assimetrias sociais através da sua presença em todo o território nacional” e lembrou ainda que “os beneficiários, através do cartão abem:, podem aceder numa farmácia a toda a medicação de que necessitam para viver, desde que prescrita e comparticipada pelo Estado, sem quaisquer custos e com a sua dignidade protegida”.

O Programa abem: Rede Solidária do Medicamento, promovido pela Associação Dignitude, pretende assegurar que os portugueses em condição socioecónomica mais frágil tenham acesso aos medicamentos de que precisam para tratar o seu estado de saúde. Atualmente presente em todos os distritos e regiões autónomas, este Programa conta com uma rede de mais de 210 entidades parceiras locais, como Autarquias, Cáritas, IPSS e Misericórdias, responsáveis pela identificação das famílias que necessitam de apoio para adquirir medicação. Fazem ainda parte da rede abem: mais de 1.100 farmácias, onde os cidadãos acedem aos medicamentos prescritos, com total anonimato e dignidade, dezenas de empresas doadoras e milhares de cidadãos solidários. A totalidade dos donativos efetuados a este Programa é apenas utilizada na compra dos medicamentos aos beneficiários abem:.

O Programa abem: Rede Solidária do Medicamento é uma iniciativa apoiada pela Portugal Inovação Social, através de Fundos da União Europeia.

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