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Portimão distingue-se nacionalmente pela sua segurança online

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Num momento em que a proteção tecnológica de serviços como hospitais e fontes noticiosas se vê cada vez mais questionada, nunca a cibersegurança foi tão discutida no país, sendo analisadas as suas lacunas, futuro e potencialidades.

E ainda que Portugal careça de aposta nesta área, principalmente no que diz respeito à sua profissionalização, diversos municípios e empresas têm contrariado uma tendência global. Entre eles destaca-se Portimão que, de acordo com o Observatório de Tecnologias da Internet Portuguesa, se tornou uma referência de proteção em ambiente virtual.

De facto, a segurança digital é um dos temas emergentes da atualidade, fruto da sua transversalidade a faixas etárias e área geográfica. Entre as principais ferramentas online a ter em atenção destacam-se as redes sociais, sobre as quais surge o tema do cyberbullying abordado no blog da ExpressVPN, a utilização de palavras-passe seguras para proteção de dados ou até o conhecimento sobre o que é ou não conteúdo de spam.

Um município que coloca a cibersegurança em primeiro plano

Colocando a cibersegurança como uma prioridade, o Observatório de Tecnologias da Internet Portuguesa – uma iniciativa do Capítulo Português da Internet Society –, distinguiu Portimão como a única cidade nacional a totalizar os requisitos de segurança online, no que se relaciona tanto com websites como com e-mails.

Efetivamente, este município tem demonstrado diversos esforços ao longo do tempo para se afirmar como um modelo de segurança dos seus dados digitais. Esta ocorrência não passou ao lado do Observatório de Tecnologias da Internet Portuguesa, que numa das suas mais recentes análises examinou cerca de 1.300 páginas nacionais.

Desta forma, não só Portimão, mas também vários websites de organizações ou serviços foram destacados num quadro de honra elaborado pelo respetivo Observatório.

Um setor que procura pela profissionalização

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Com a sua ascensão principalmente a partir da década de 70, o termo cibersegurança permanece nas principais discussões da atualidade, desde as pequenas atividades do quotidiano até ao nível profissional e governamental. Este fenómeno não é ao acaso, já que, de acordo com o Centro Nacional de Cibersegurança, apenas no ano passado os acidentes cibernéticos em território nacional apresentaram um aumento de 26% por comparação ao período homólogo.

Por outro lado, também surgem algumas questões quanto à capacitação do setor. A partir de informações divulgadas pelo ‘International Information System Security Certort Consortium’, concluiu-se que é imprescindível expandir os trabalhadores deste setor em 65%. Já no caso de Portugal em particular, estima-se a existência de 20 cursos voltados para a área, o que comprova mais uma vez a necessidade de um maior investimento nacional no segmento da proteção digital.

Com isto em consideração, várias empresas já têm direcionado o seu trabalho para o tema da cibersegurança. Desde o entretenimento até funções administrativas, um dos projetos portugueses em destaque é o Water Cyber Security Plan, desenvolvido pelas Águas do Norte. Com o objetivo de preservar toda a sua rede informática, a iniciativa apresenta diversos benefícios, melhorando a atuação e as respostas desta entidade.

Nesse sentido, a cibersegurança constitui uma das principais pautas quando o assunto é o digital. É aqui que surgem termos como phishing, vírus ou ataques de ransomware – conceitos que, por sua relevância, têm vindo a dominar as mesas de discussão. Não poderia ser diferente, já que a segurança digital é imprescindível e deve ser colocada cada vez mais como uma prioridade.

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