Quarteira

QUARTEIRA | 50 jovens astronautas “acampam” em Marte

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2022, no âmbito da Semana Mundial do Espaço, o ESERO Portugal + Ciência Viva estreou uma experiência do ´outro mundo´.

Durante estes dois dias, o Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, foi a Terra e esteve ligado a cinco bases marcianas, localizadas em Moimenta da Beira, Gondomar, Porto, Estremoz e Quarteira.

A EB 2,3 de Quarteira (Escola S. Pedro do Mar), do Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres, foi uma dessas bases com a participação de 50 jovens alunos astronautas do 3.º ciclo do concelho de Loulé, pertencentes aos Agrupamentos Dra. Laura Ayres e D. Dinis, de Quarteira, Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita, de Loulé e Agrupamento de Almancil, sob orientação do Prof. Miguel Neta e da Prof.ª Patrícia Jesus.

Todas as bases marcianas estiveram em constante comunicação entre si e com a estação em Terra, envolvendo um total nacional de 450 alunos do 3º Ciclo (7º, 8º e 9º Ano).

As 5 bases foram construídas em Escolas ou Centros Ciência Viva que, durante os dois dias da experiência, passaram a ser o Monte Olympus, Valles Marineris, Cratera Jezero, Cratera Gale e Vale Mawrth, regiões emblemáticas do Planeta Vermelho. Veja o PROGRAMA e saiba como foi!

Pavilhão em Terra e Escolas em Marte

As posições relativas das cidades que receberam as bases marcianas determinaram os nomes que lhes atribuímos, respeitando a geografia do Planeta Vermelho. Para mais informações sobre cada região marciana e sobre cada escola basta clicar nos respetivos nomes. Assim, tivemos:

  • Base CJ-1-Ribadouro na Cratera Jezero : Externato Ribadouro no Porto
  • Base CG-1-Gondomar na Cratera Gale : Agrupamento de Escolas n.º 1 de Gondomar
  • Base VM-1-Moimenta no Valles Marineris : Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
  • Base MO-1-Estremoz no Monte Olympus : Centro Ciência Viva em Estremoz
  • Base VM-1-Quarteira no Vale Mawrth : Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres em Quarteira
  • Sala de controlo na Terra: Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa

Os 6 trabalhos dos ‘astronautas’

As comitivas espaciais chegarmam às suas bases na sexta-feira, 7 de outubro, às 14.00. A partir desta hora, os candidatos a astronautas não tiveram mãos a medir: divididos por equipas, simularam algum do trabalho necessário para a criação de uma base marciana. À noite tiveram ainda a oportunidade de realizar diversas atividades educativas relacionadas com o Espaço, sob a responsabilidade dos centros ou escolas anfitriãs, antes de apanharem boleia de um vaivém espacial para irem dormir a casa e sonhar com as estrelas. No dia seguinte, voltaram à base para apresentarem os resultados do seu trabalho às suas famílias e comunidade escolar local.

Para além da atividade transversal a todas as bases – a construção de antenas de emissão e receção de sinais rádio que permitiram a troca de mensagens entre cada base marciana e a estação em Terra –, cada equipa realizou 2 de 5 atividades:

  • O design da sua base com a ajuda de uma impressora 3D, incluindo uma estufa, uma estação de energia, um reservatório de água e abrigos para os astronautas;
  • Treino de astronautas e preparação de refeições espaciais;
  • Desenvolvimento de competências de trabalho de equipa em condições espaciais ‘hostis’;
  • Cultivo de plantas sem solo para a criação de uma estufa marciana;
  • A simulação de atividades extra-veiculares, incluindo o resgate de um rover que precisa de ser reparado, ou mesmo o salvamento de um colega astronauta em apuros.

Por sua vez, a equipa sediada no Pavilhão do Conhecimento, perdão: em Terra, teve a responsabilidade de gerir tudo o que se passou em todas estas bases marcianas!

Na manhã de sábado, dia 8, os pequenos exploradores espaciais apresentaram publicamente os trabalhos que desenvolveram em “solo marciano” – e quem quis assistir teve de pedir autorização via rádio para ‘amartar’ na base e esperar que os jovens astronautas autorizassem a entrada. No final, ninguém quis voltar à Terra. Neste acampamento, todos tiveram a cabeça na Lua – perdão, em Marte! Com a excepção que neste caso os alunos tiveram a fama… e o proveito!

Apresentamos em baixo os 8 emblemas, correspondente a cada missão, que cada uma das equipas envergou com distinção

Os alunos de Quarteira, Loulé e Almancil participantes viveram, assim, como verdadeiros astronautas num ambiente marciano, tendo a oportunidade de perceber a importância da exploração espacial para o conhecimento humano.

Organização e parceiros

Esta iniciativa foi organizada pelo ESERO Portugal em parceria com o Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, Agrupamento de Escolas n.º 1 de Gondomar, Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres em Quarteira, Externato Ribadouro no Porto, Centro de Ciência Viva de Estremoz, Pavilhão do Conhecimento em Lisboa, Associação de Radioamadores de Lisboa (ARRLx), Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), a BEEVERYCREATIVE e teve o apoio da Fruut.

Fotos: Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva

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