Portimão

PORTIMÃO | Prof. Alfredo Gomes, da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, premiado no Global Teacher Prize Portugal

E OS VENCEDORES 2025 DO GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL SÃO….

  • Cerimónia aconteceu esta sexta-feira, 6 de junho, no MAAT – Central, em Lisboa
  • Anunciada também a Menção Honrosa Acesso à Cultura, que conta a colaboração do Plano Nacional das Artes
  • Dino D’Santiago é o Presidente Honorário do Júri do Global Teacher Prize Portugal 2025 e Fundação Santander Portugal e Missão Continente apoiam o prémio

Acabam de ser anunciados os grandes vencedores do Global Teacher Prize Portugal 2024, o prémio que reconhece o papel central que os professores têm na formação de sociedades mais desenvolvidas, mais prósperas e justas.

VENCEDOR GTTP 2025

José Hermínio Oliveira

Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, Leiria

Começou por ensinar aos colegas tudo aquilo que os professores não lhes conseguiam explicar. Já no ensino, começou por acidente. Intitula-se professor de tudo aquilo que sabe e que conduz ao desenvolvimento dos jovens com quem trabalha. José Oliveira é conhecido por transformar salas de aula em verdadeiros laboratórios de criação. Defensor de uma educação multidimensional, integral e abrangente, conta com um percurso pedagógico marcado pela inovação. A ordem dos conteúdos é simples: do concreto e tangível para o abstrato, do simples para o complexo, do mais fácil para o mais difícil.

Criador de oficinas de serigrafia, estúdios de fotografia, clubes de design e espaços de educação digital em diversas escolas do país, é através do projeto Ver Para Aprender que desafia os alunos de Geometria Descritiva a superar os limites do programa, inventando exercícios, colaborando entre si e explicando aos colegas como forma de consolidar o conhecimento.

Os resultados falam por si: alunos que se destacam em exames nacionais, turmas com médias superiores às disciplinas mais populares, trabalhos de nível universitário no ensino secundário e um envolvimento raro em disciplinas tradicionalmente exigentes. Nas suas aulas, cada aluno tem um plano ajustado ao seu ritmo e potencial, e todos são convidados a ser protagonistas da aprendizagem.

Se vencer o prémio, José quer investir em tecnologia para democratizar o acesso a ferramentas digitais nas artes — como tablets, óculos de realidade aumentada e equipamentos audiovisuais — permitindo que mais alunos explorem novas linguagens e formas de pensar.

Para o professor José, a utopia é cada jovem ser hoje um pouco melhor do que foi ontem e amanhã um pouco melhor que é hoje; o que mais interessa é a competição que cada um estabelece consigo mesmo e a capacidade de, nesse processo, ajudar também os que o rodeiam a evoluir.

SOBRE O GTTP

O Global Teacher Prize Portugal foca-se em três objetivos principais: 1) partilhar boas práticas de evolução e mudança mais adaptadas às novas necessidades; 2) promover um debate construtivo sobre o futuro da educação e os novos desafios e, 3) sublinhar a importância do papel dos professores no desenvolvimento da educação e do país;

Dirigido a todos os docentes que exerçam a profissão, desde o pré-escolar ao 12º ano de escolaridade (regular ou outros Global Teacher Prize Portugal tem um prémio de 30.000€, valorizando a profunda importância dos professores no desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos do país e das comunidades onde estão inseridos.

VENCEDOR MENÇÃO HONROSA “ACESSO À CULTURA”

Alfredo José Rosa Gomes

Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, Portimão

Professor de Português e Teatro/Expressão Dramática, o professor Alfredo Gomes dedica-se, há mais de três décadas, a transformar a escola num palco de expressão, inclusão e crescimento. É fundador do Teatro da Caverna, grupo escolar que se tornou uma referência em Portimão e por onde já passaram centenas de alunos.

Com formação em Línguas e Literaturas Modernas e mestrado em Teatro e Intervenção Social e Cultural, alia exigência e empatia, promovendo um ensino artístico onde todos têm lugar. As suas aulas são espaços de autenticidade, onde errar faz parte do processo e a confiança é a base do trabalho. Ao longo dos anos, desenvolveu metodologias que valorizam a expressão, a colaboração e o desenvolvimento de competências transversais.

O Teatro da Caverna apresenta anualmente espetáculos à comunidade, dentro e fora da escola, com forte adesão do público. Para além disso, dado que trabalham com textos e autores que fazem parte dos currículos da disciplina de Português, os trabalhos funcionam como materiais didático-pedagógicos para outros professores. Muitos dos seus alunos seguiram estudos em teatro e cinema, mas o principal objetivo é formar pessoas, transmitir-lhes valores e levá-los a adquirirem um conjunto de competências transversais a várias disciplinas que lhes fiquem para a vida. Nunca selecionaram alunos e trabalharam sempre com todos os que manifestaram interesse no projeto.

Distinguido com medalhas de mérito e presença regular nos media locais, sonha agora renovar o palco da escola: pretende investir o prémio em equipamento de luz e som, na melhoria dos bastidores e na criação de um xadrez gigante ao ar livre, promovendo a permanência e o convívio no espaço escolar.

Para o professor Alfredo, a escola é na sua essência uma preparação para a vida e o papel do professor também passa por desenvolver, no aluno, competências que lhe permitam transformar a informação em conhecimento e, posteriormente, em sabedoria.

SOBRE A MENÇÃO HONROSA “ACESSO À CULTURA”

Com este prémio especial, a organização – e o júri – pretende dar destaque e premiar as professoras e professores que desenvolvam trabalho especialmente relevante na promoção do acesso à cultura, à criação e à fruição cultural, nas suas variadas dimensões, e que potenciem a cultura nas comunidades escolares.

SOBRE OS OUTROS FINALISTAS GTPP 2025

Mais detalhes e vídeos dos finalistas estão disponíveis no site da dinamizadora do prémio, AQUI: SITE GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL

Ana Margarida Estrada Martins

Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, Bombarral

Professora de Educação Física, Ana Margarida Martins acredita que o movimento é uma chave para a inclusão, a motivação e o sucesso escolar. Com um percurso marcado pela inovação e pela entrega, tem promovido o bem-estar e o desenvolvimento integral dos alunos.

Com formação em Ciências do Desporto e Educação Física, mestrado em Exercício e Saúde, e pós-graduações em Educação Especial e Intervenção em Trauma, alia o conhecimento académico a uma forte ação no terreno. A sua abordagem pedagógica assenta na criação de experiências significativas que motivem os alunos a aprender com o corpo, através de práticas inovadoras que aliam movimento, desafio e inclusão.

Criou o projeto de desporto escolar Sobre Rodas que abrange todos os ciclos de ensino e inclui atividades como gincanas, Ori-BTT e percursos BTT dentro e fora do espaço escolar, adaptados a diferentes níveis e condições físicas. O projeto duplicou o número de alunos envolvidos e tem sido uma alavanca de integração e autoestima, sobretudo entre os alunos com mais dificuldades. Tem acompanhado casos de alunos com grandes bloqueios e frustrações, que superaram desafios graças a estratégias adaptadas e à confiança construída ao longo do tempo.

A sua proposta pedagógica vai mais longe: quer criar uma sala de apoio à Educação Física – uma “central de energia” onde se cruzam movimento, tecnologia e aprendizagem. Uma sala equipada com ferramentas e recursos inovadores que permitem o desenvolvimento das competências motoras dos alunos e a promoção da inclusão.

O seu trabalho é reconhecido pelos alunos, colegas e comunidade. Para além da escola, a professora Ana é bombeira voluntária, dinamizadora de workshops de saúde e bem-estar e docente no ensino superior onde partilha uma visão inclusiva da educação.

Se vencer o prémio, planeia concretizar o projeto da sala interativa, renovar e expandir os recursos do Sobre Rodas e investir na formação de professores, promovendo uma escola onde todos possam aprender em movimento.

Cândida Manuela Fidalgo Sarabando

Escola Básica e Secundária Gomes Teixeira, Armamar

Professora de Física e Química numa escola do interior, Cândida Sarabando tem promovido práticas educativas que cruzam a ciência com a cidadania, o currículo com a realidade e a escola com o mundo. O seu trabalho é guiado pelos princípios do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, focando no pensamento crítico, na colaboração, na criatividade e no sentido de responsabilidade. A sala de aula é um espaço dinâmico e seguro, onde errar é parte do processo e refletir é tão importante como acertar.

Licenciada em Engenharia Química, com mestrado em Ensino de Física e Química e doutoramento em Didática das Ciências, é cofundadora e coordenadora do GOMA e da ONG ARMA-Sci, ambos com o objetivo de promover a educação em ciências em contextos rurais e aproximar a ciência das comunidades e das realidades locais. Bioblitz por Armamar e a Noite Europeia dos Investigadores, são algumas das iniciativas que integram ciência, cidadania, arte e território e que dão protagonismo aos alunos como investigadores, comunicadores e agentes de mudança.

A sua influência estende-se a colegas e instituições, com práticas partilhadas em formações, publicações científicas e congressos internacionais. O reconhecimento surge de diversas formas, dentro e fora da escola, através da participação de centenas de pessoas nas diferentes iniciativas e articulação de parcerias com diferentes instituições.

Se vencer o prémio, tenciona expandir o plano Ciência em Movimento, um projeto que visa democratizar o acesso à literacia científica e tecnológica em contextos rurais e adquirir uma unidade móvel para levar ciência a escolas e instituições sem laboratórios. Ainda, reforçar o GOMA com novos equipamentos e investir na formação de professores.

Recusa acreditar que os desafios da interioridade limitam o acesso a experiências científicas, culturais e que o contexto geográfico condiciona os sonhos dos seus alunos. Para a professora Cândida, a escola é o motor do território.

Carla Maia

Escola EB1/JI Maia 1, Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia

Professora do 1.º Ciclo, Carla Maia aposta na inovação pedagógica com tecnologias. Com mais de 20 anos de experiência, é membro do projeto SUPERTABi e criadora do modelo “Explore First”, metodologia que transforma obras literárias em projetos integradores que conectam múltiplas áreas do conhecimento. Projetos como Onde Para a Felicidade?, A Menina Gotinha de Água ou A Europa à Distância de um Jogo unem ferramentas digitais, criatividade e pensamento crítico, com impacto comprovado nos resultados e na autonomia dos alunos. A literatura deixou de ser apenas leitura e passou a ser experimentação: as crianças medem, desenham, programam, constroem narrativas digitais e, sem perceberem, aprendem de forma natural e envolvente.

Com a sua prática pedagógica os alunos tornaram-se mais autónomos, críticos e confiantes. Melhoraram a compreensão e competência de leitura, assim como as notas de Português.

É também formadora acreditada e Co-Leader do GEG SUPERTABi Portugal e partilha metodologias em encontros nacionais, ajudando outros docentes a inovar. O seu trabalho tem sido amplamente reconhecido por colegas, investigadores e famílias, e já foi objeto de estudo académico.

Se vencer o prémio, pretende criar um ecossistema inovador de aprendizagem, o Ambiente 360° – Laboratório de Aprendizagem Ativa, um espaço flexível e tecnológico, com zonas ao ar livre, estúdio de gravação, realidade virtual e materiais sensoriais, que reforcem a ligação entre tecnologia, natureza e aprendizagem significativa.

A professora Carla acredita que a educação tem o poder de transformar vidas – e, todos os dias, entra na sala de aula com a certeza de que também estou está a transformar a sua.

Cristina Janicas

Escola Secundária José Falcão, Coimbra

Professora de Filosofia desde 1988, Cristina Janicas transforma a sala de aula num espaço de criação, reflexão e humanidade. Acredita que ensinar Filosofia é cultivar consciência e desafiar os alunos a pensar com profundidade — não só com a razão, mas também com o corpo, a voz e a arte. Para a professora, a Filosofia encontrou nas artes uma parceira natural — ambas questionam, inquietam e abrem caminhos

Com formação em Filosofia e mestrado em Estudos Artísticos, alia as humanidades às artes performativas e ao cinema, dinamizando projetos interdisciplinares que promovem o pensamento crítico e a expressão pessoal. Coordena o Plano Nacional de Cinema e o Plano Cultural de Escola, onde integra a estética e os Direitos Humanos no currículo. Trabalhos como a exposição Ouve-me, baseada na obra de Helena Almeida, ou projetos de cinema-filosofia mostram como a pedagogia pode ser simultaneamente rigorosa e transformadora. As aulas tornam-se, muitas vezes, ensaios, experiências e partilhas de vidas — com os alunos como protagonistas do seu próprio processo de descoberta.

Os seus alunos ganham voz através de uma motivação que é renovada, são mais autónomos e com vontade de intervir no mundo. A participação oral nas aulas aumentou significativamente, especialmente entre alunos mais tímidos ou com dificuldades em expressar-se em contextos tradicionais.

Se vencer, usará o prémio no desenvolvimento de novos projetos pedagógicos interdisciplinares que permitam o diálogo da Filosofia com as Artes. Na criação de espaços de aprendizagem mais dinâmicos, utilizando recursos digitais e tecnológicos, na sua formação contínua e dos colegas e na organização de eventos culturais e artísticos dentro da escola.

Reconhecida por diferentes membros da comunidade educativa, assume ter descoberto que as artes e a sala de aula têm muito em comum: ambas exigem presença, escuta, disponibilidade e entrega, pois não se ensina, nem se representa, sem verdade.

Isabel Lagarto de Brito

Associação Arco Maior, Porto

A professora Isabel Brito é uma das fundadoras e atual coordenadora do Arco Maior, uma escola onde jovens em abandono escolar encontram novas oportunidades de aprendizagem e vida. Acredita que o ensino começa com a escuta e que ninguém deve ficar para trás.

Desde 2013, já integrou mais de 550 jovens em risco de exclusão, com percursos marcados por insucesso, negligência ou violência. No Arco Maior, cada aluno tem um plano individual, com projetos interdisciplinares, rotinas ajustadas e uma pedagogia centrada na relação e no cuidado.

O impacto do seu trabalho vê-se nos resultados: aprovação nos exames de METEP, jovens surdos com boas notas em Geometria Descritiva, alunos que se tornaram arquitetos ou técnicos especializados após anos de afastamento da escola. No Arco Maior, a aprendizagem acontece com base na confiança e no vínculo. O seu maior contributo tem sido criar ambientes inclusivos, ajustando práticas às necessidades dos jovens, recorrendo a metodologias ativas, tecnologia e abordagens criativas.

Para a criação do Arco Maior, ouviu dezenas de jovens de bairros sociais, com histórias marcadas por negligência, violência, institucionalização e insucesso escolar. Nenhum projeto existente os integrava. Depois de muito diálogo e dedicação, o Ministério da Educação aprovou a proposta e o Arco Maior abriu portas. Hoje, existem quatro polos ativos, três para o 3.º ciclo e um para o ensino secundário, com 107 jovens atualmente integrados.

A sua prática é continuamente reconhecida pela comunidade educativa como uma força mobilizadora, capaz de criar oportunidades, restaurar dignidade e devolver esperança. Se vencer o prémio, quer investir na expansão do projeto Arco Serve, uma dinâmica pedagógica integrada no Arco Maior, que funciona como “empresa pedagógica” onde os jovens prestam serviços reais nas áreas da restauração e do apoio a eventos, desenvolvendo competências fundamentais para a vida e para o emprego. A aquisição de uma carrinha para apoiar a mobilidade deste projeto também é uma prioridade.

Para a professora Isabel, primeiro, devemos ajudar o aluno a ser feliz; depois, o sucesso escolar acontece naturalmente.

Joana Duarte

Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres

Professora de Matemática e Programação no interior do país, Joana Duarte acredita no poder transformador da educação enquanto ferramenta de desenvolvimento pessoal, social e cívico. Vê o ensino como um compromisso com o futuro, com a inclusão e com a justiça social. O seu propósito: transformar experiências educativas para uma escola mais equitativa e motivadora.

Com formação sólida e vasta experiência como formadora, dinamizadora de projetos Erasmus+ e docente no ensino superior, é reconhecida pela sua capacidade de inovar com recursos digitais e metodologias ativas. As suas aulas envolvem robôs, jogos, programação e até escape rooms educativos — sempre com foco no pensamento crítico e na autonomia dos alunos. Tem pautado a sua prática por uma abordagem inclusiva, adaptada à diversidade, acreditando que cada aluno, independentemente do seu ponto de partida ou necessidade específica, merece oportunidades para brilhar e sentir-se realizado.

Os resultados falam por si: taxas de sucesso elevadas nas disciplinas de TIC e Programação, MACS e módulos de cursos profissionais no Secundário, melhoria clara na assiduidade e comportamento dos alunos, especialmente entre os que demonstravam dificuldades de integração ou desmotivação. Prémios nacionais e internacionais em concursos como o Bebras e o INE, e projetos que envolvem todos os ciclos, inclusive alunos com necessidades educativas especiais.

Reconhecida por diferentes membros da comunidade educativa e entidades externas, colabora ainda com a DGE e coordena formações para professores, promovendo a replicação das suas práticas.

Se vencer o prémio, quer criar uma sala Snoezelen, adquirir recursos tecnológicos e manipuláveis mais diversificados e atualizados, adequados a todos os ciclos de ensino e investir numa Sala do Futuro para o pré-escolar e 1.º ciclo, com tecnologia adaptada e robótica educativa.

Para a professora Joana, o compromisso com a educação vai muito além da sala de aula. Procura criar pontes entre a escola e a comunidade e promover atividades que envolvem alunos, pais, professores e parceiros locais, mostrando que todos têm um papel ativo no processo educativo.

Nádia Bastos

EB do Marco – Agrupamento de Escolas António Sérgio, Vila Nova de Gaia

Nádia Bastos é professora do 1.º Ciclo e a sua história de superação pessoal moldou uma prática pedagógica profundamente humana e inclusiva. Adota metodologias inovadoras que colocam os alunos no centro da aprendizagem, promovendo competências essenciais para o futuro. Aposta no ensino colaborativo, na investigação, no ensino experimental e no aprender a brincar, recorrendo também aos conhecimentos de neurociências para tornar a aprendizagem mais efetiva e significativa. Cada prática é selecionada tendo em conta o perfil individual do aluno e a dinâmica do grupo, privilegiando métodos que potenciem o pensamento crítico, a criatividade e as soft skills fundamentais para todas as profissões.

Quando se apercebeu que vários alunos não valorizavam os conteúdos, nem tinham objetivos para o futuro, desenvolveu o projeto UNIVERSOS que promove uma abordagem multidisciplinar e liga aprendizagens essenciais a saídas profissionais. Inclui visitas de Faculdades à sala de aula, workshops e atividades práticas que integram carreiras STEAM, lançando desafios que mobilizam os conteúdos do currículo de forma prática. A colaboração entre turmas e a articulação entre professores garantem um ambiente de partilha e investigação contínua.

100% dos participantes demonstraram ambição em continuar os estudos, as notas negativas reduziram significativamente. Alunos com fobia escolar passaram a adorar a escola, outros que aprenderam a ler depois de anos de bloqueio e ainda um aumento claro na motivação, competências e autoestima. Os seus projetos têm vencido prémios nacionais e internacionais, com destaque para concursos de escrita, poesia, ciência e cidadania.

Se vencer o prémio, quer investir na formação contínua de professores, criar salas de

aula flexíveis, expandir o UNIVERSOS a mais escolas e aprofundar a articulação com universidades e centros culturais.

É reconhecida por “ter um acreditar que faz mexer as coisas”. Para a professora Nádia, o sucesso é a poesia que cada criança escreve no seu percurso de vida.

Sandra Campelos

Colégio Internato Claret, Vila Nova de Gaia

Professora de Matemática, Sandra Campelos utiliza uma prática educativa que assenta numa visão ampla da cultura, onde a Matemática é entendida como linguagem universal, forma de expressão e ferramenta de leitura do mundo. Acredita que o ensino deve ser inclusivo, criativo e acessível a todos. Foi pioneira, em Portugal, na criação de manuais e auxiliares de estudo com imagens reais e exercícios organizados por níveis de dificuldade — uma abordagem diferenciadora que aproxima a Matemática da vida real e apoia todos os alunos, independentemente do seu ponto de partida.

Tem acompanhado alunos que iniciaram o seu trajeto com graves problemas e desmotivação. Com práticas pedagógicas ajustadas, respeito pelo ritmo de cada um e foco no reforço positivo, foi testemunhando mudanças significativas: muitos redescobriram o sentido e a utilidade da escola e da Matemática, desenvolveram confiança e competências, o que influenciou o seu percurso académico/profissional. A evolução das médias internas e os bons resultados nas provas nacionais são constantes, mesmo em alunos com necessidades especiais.

Sandra é também autora de livros didáticos, colaboradora em projetos de investigação e oradora em conferências nacionais e internacionais. Dinamiza atividades com outros professores e disciplinas, e coordena iniciativas de co docência e tutoria entre pares. Criou o canal Eu Amo Matemática, onde partilha aulas, vídeos e materiais de acesso gratuito.

Se vencer o prémio, quer lançar o projeto GlobalMathTeaching – Boatemática para o Futuro, com materiais digitais e vídeos gratuitos para alunos em contextos vulneráveis, dentro e fora de Portugal, inclusão de recursos tecnológicos no ensino e estratégias/dinâmicas para promover a literacia matemática e estatística. Ações de formação de professores nos PALOP, em parceria com ONGs e universidades.

A professora Sandra vê o ensino como uma forma de intervenção cultural e a Matemática como uma ponte para compreender o mundo.

Sobre as candidaturas 2025

O Global Teacher Prize Portugal voltou a registar um elevado número de candidaturas, com um total de 170 submissões, das quais 154 elegíveis pela PwC, refletindo o crescente reconhecimento da importância do prémio no panorama educativo nacional.

Registou-se um aumento de 34% face à edição anterior. Foram submetidas candidaturas de todos os distritos do país e ilhas, com destaque para o Porto (27 candidaturas), Lisboa (23 candidaturas) e Leiria (15 candidaturas), os mais representados nesta edição. No que respeita ao tipo de ensino, 15% dos candidatos pertencem à educação pré-escolar, 52% pertencem ao ensino básico, 18% ao ensino secundário regular e 9% ao ensino profissional. Quanto à tipologia das escolas, 73% dos docentes concorrem em representação de escolas públicas, enquanto 27% representam escolas privadas.

Estes dados reforçam o compromisso alargado e transversal dos professores portugueses com práticas pedagógicas inovadoras e inclusivas, em linha com os valores promovidos pelo prémio.

Homenagem a professores reformados

Enquanto se aguarda pelo anúncio dos vencedores da edição 2025 do GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL, os órgãos de comunicação social, a comunidade escolar e a população em geral são convidados a juntarem-se num gesto simbólico nacional de homenagem e agradecimento aos professores reformados: a divulgação de um vídeo original, desenvolvido exclusivamente para este efeito.

Todas as pessoas são convidadas a partilhar o filme e ou a deixar mensagens de gratidão e a partilhar histórias inspiradoras, através do website oficial do Facebook e Instagram.

Esta campanha celebra o impacto duradouro daqueles que dedicaram a vida à educação e pretende dar voz à memória coletiva de gerações marcadas por educadores extraordinários.

Sobre a seleção dos finalistas

Recorde-se que os finalistas são as professoras e professores que se destacaram no contributo para o desenvolvimento dos jovens, para a comunidade e para a profissão.

A auditora PwC Portugal – responsável pela verificação do processo de seleção e apuramento dos resultados – confirma que a esmagadora maioria das candidaturas recebidas por iniciativa de professores ou por via das recomendações disponíveis para outros elementos da comunidade educativa, cumpre os requisitos e pode, por isso, ser considerada para a escolha final.

Depois de durante o período de inscrições se ter antecipado um forte índice de participação, o GTPP – GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL confirma o otimismo da expectativa e reporta mais um ano com professoras e professores a aderirem em grande número.

SOBRE O NOVO PRESIDENTE HONORÁRIO DO JÚRI

Dino D’Santiago é o Presidente Honorário do Júri do Global Teacher Prize Portugal 2025.

Nascido em Faro e criado em Quarteira, Dino D’Santiago acredita que a cultura e a educação andam de mãos dadas e são o elo essencial que liga todas as frentes de um país.


Dino d’Santiago é muito claro em relação à importância dos professores e do seu novo ‘’cargo”: “Para mim é uma honra enorme ser o presidente honorário do júri do GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL. O papel da escola é educar… e muitas vezes a escola faz parte da cultura (…) e a cultura é talvez o elo que liga todas as frentes que um país – quando se quer projetar – utiliza!”

Vídeo Dino D’Santiago:

SOBRE A NOVA PARCEIRA FNAC-GTTP

A FNAC acaba de se associar à edição deste ano do GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL, reconhecendo a importância da valorização dos professores e da profissão docente. Neste contexto e com este novo estatuto, várias lojas FNAC, de Norte a Sul do país, vão, nas próximas semanas, acolher e dinamizar conversas com professores.

SOBRE O GTPP – GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL

O Prémio é dirigido a todos os docentes que exerçam a profissão, desde o pré-escolar ao 12º ano de escolaridade, desde que sigam o currículo português.

Para Inês Oom de Sousa, presidente da Fundação Santander Portugal, os professores desempenham um papel absolutamente essencial para fazer funcionar o elevador social, através da Educação, permitindo que os jovens e as crianças de hoje possam alcançar, como adultos, melhores condições de vida no futuro, com melhores empregos e melhores salários.” E acrescenta que: “a Educação é o alicerce de uma sociedade mais desenvolvida, justa, inclusiva e sustentável. Esta ambição – que a Fundação partilha – pressupõe uma ação constante e articulada entre professores, pais e alunos. O Global Teacher Prize Portugal enquadra-se totalmente nesta nossa estratégia, uma vez que os professores têm de ser reconhecidos e valorizados, tanto em Portugal, como no Mundo”.

Nas palavras de Nádia Reis, Diretora de Comunicação e Responsabilidade Social do Continente, responsável pela Missão Continente, A Missão Continente associa-se uma vez mais ao Global Teacher Prize Portugal para reforçar o seu compromisso com a Educação e celebrar a importância dos professores na formação das novas gerações. Esta iniciativa premeia a excelência no ensino, cuja importância vai muito além da transmissão do conhecimento meramente académico. Em tempos tão desafiadores e de tantas mudanças, são os professores que garantem um futuro coletivo melhor, dos nossos filhos e do nosso país. Ao longo dos anos, através do Programa Escola Missão Continente, temos atuado junto da comunidade escolar, da qual os Professores também fazem parte. Não podíamos deixar de apoiar esta iniciativa que dignifica e honra o seu trabalho.”

Este prémio é a versão nacional do prémio mundial Global Teacher Prize (GTP), também chamado de “Nobel” da Educação, uma iniciativa presente em mais de 120 países, com o objetivo de celebrar e reconhecer o papel dos professores em todo o Mundo.

Com o apoio da Fundação Santander Portugal, o Global Teacher Prize Portugal (GTTP) consolida o seu posicionamento e reforça a divulgação em novos canais e procura uma mobilização sistémica. Na sua versão nacional, oferece um prémio de 30 mil euros para a vencedora ou o vencedor investir na disseminação da sua abordagem pela comunidade.

Todos os docentes se podem candidatar através do formulário para candidaturas espontâneas AQUI ou nosite globalteacherprizeportugal.pt, onde também dispõem de toda a informação sobre a edição de 2025 e edições passadas.

Apostando no reconhecimento do papel central que os professores têm na formação de sociedades mais desenvolvidas, mais prósperas e justas, este prémio foca-se em três objetivos principais. Em primeiro lugar, pretende-se partilhar boas práticas de evolução einovação na sala de aula. Em segundo lugar, promover um debate construtivo sobre o futuro da educação e os novos desafios. Finalmente, a intenção é sublinhar a importância do papel dos professores no desenvolvimento da educação e do país;

Com este enquadramento, oGLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL está de volta ao nosso País para distinguir os professores que se destacam na identificação e na resolução criativa e eficaz de diversas situações em contexto escolar.

O Global Teacher Prize Portugal valoriza a profunda importância dos professores no desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos do país e das comunidades onde estão inseridos.

Apesar das candidaturas serem da responsabilidade dos professores, toda a Comunidade – Pais, Alunos, amigos, colegas… – é convidada a recomendar os professores que considerem merecer a distinção: basta ir ao site do Global Teacher Prize Portugal e entrar em “Quero recomendar professores para o Global Teacher Prize Portugal”. O prazo das recomendações termina mais cedo. A revelação do vencedor acontece no evento final marcado para maio deste ano. Todo o processo e os resultados são auditados pela PWC.

Várias personalidades e figuras públicas associaram-se ao projeto, entre elas Vhils, Ricardo Araújo Pereira, Nuno Markl, Fernando Serrano, Vasco Palmeirim, João Vieira Pinto, Laurinda Alves, Margarida Pinto Correia, Vera Fernandes e Pedro Ribeiro.

O Global Teacher Prize Portugal apenas é possível através da parceria com a Fundação Santander Portugal, e do apoio de entidades como a Missão Continente, TVI/CNN Portugal, Estrelas & Ouriços, Cision, GFK e PwC Portugal Estas sinergias permitem o investimento na educação dos nossos jovens com impacto em todos os quadrantes da sociedade, promovendo a qualidade de vida das famílias e ajudando a desenvolver uma sociedade mais próspera e sustentável.

Este prémio nacional conta ainda com uma parceria especial com o Plano Nacional das Artes, um projeto dos ministérios da Cultura e da Educação que tem como objetivo tornar as artes mais acessíveis aos cidadãos, em particular às crianças e aos jovens, através da comunidade educativa, promovendo a participação, fruição e criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem ao longo da vida.

Detalhes sobre os finalistas das edições anteriores em www.globalteacherprizeportugal.pt no separador “Edições anteriores”.

SOBRE O GTP – GLOBAL TEACHER PRIZE (PRÉMIO MUNDIAL)

Considerado por muitos jornalistas (e não só) como o prémio Nobel do Ensino, o GTP celebra e chama a atenção para uma profissão a que ninguém é indiferente e ajuda a revelar milhares de histórias inspiradoras de educadores que transformaram a vida de alunos por todo o planeta.

Na sua génese, trata-se de um prémio mundial no valor de 1 milhão de dólares, que tece a primeira edição em 2015 e que, anualmente, pretende distinguir um professor que se tenha destacado pelo trabalho excecional e que, desta forma, tenha contribuído particularmente para a valorização da profissão.

Na visão do seu fundador, Sunny Varkey (da Fundação Varkey, que está na origem do GTP), “ensinar tem que ser a profissão mais importante do mundo e merece por isso o máximo respeito”. Por isso mesmo, o prémio ambiciona promover a valorização dos milhões de professores que existem no mundo e apoiar a qualidade da educação, dando destaque ao enorme impacto que os professores têm nas nossas vidas.

As candidaturas estão abertas a todos os professores em atividade de todo o mundo e são enquadradas por um regulamento, que é público, abrangendo um conjunto de critérios considerados mais relevantes para o exercício da profissão.

Uma equipa de auditores independentes valida as candidaturas e um júri multidisciplinar e multinacional (composto por professores, especialistas em educação, jornalistas, empresários, gestores, cientistas) avalia as candidaturas e elege o vencedor.

Na sua primeira edição, o GTP recebeu mais de 5.000 candidaturas, de professores de 127 países, tendo sido eleita a professora americana Nancie Atwell, que doou o prémio ao Center for Teaching and Learning (CTL), a escola que fundou no Maine, EUA, para apoiar alunos desfavorecidos.

O GTP já reconheceu o trabalho de várias professoras e professores em redor do globo. No ano do arranque, em 2015, o prémio foi conquistado por Nancie Atwell, professora de inglês nos Estados Unidos da América; em 2016 reconheceu o trabalho de Hanan Al Hroub, professora de palestino em Ramallah, Palestina; em 2017 foi para o Canadá, para Maggie MacDonnell, professora de Inuite (a língua dos esquimós); em 2018 o GTP foi para o Reino Unido e a vencedora foi Andria Zafirakou, que leciona Artes e Têxteis; em 2019 o vencedor foi Peter Tabichi, professor de ciências, no Quénia; em 2020 rumou à India, para as mãos de Ranjitsinh Disale, um professor de Hindi muito especial; e, em 2021, o prémio repetiu o destino, foi para os EUA, reconhecendo o trabalho de Keishia Thorpe enquanto professora de inglês.

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