Na noite de ontem, 7 de agosto, o Mercado de Verão de Quarteira transformou-se num palco de excelência musical, graças à atuação magistral do Grupo Coral de Quarteira. Com 32 vozes em harmonia, dirigidas pela batuta precisa do Professor Ricardo Silva, o espetáculo foi um verdadeiro tributo à Música Tradicional Portuguesa e às raízes etnográficas do Algarve, arrancando aplausos entusiásticos de um público numeroso, apreciador e emocionado.

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Um Repertório que Encantou
O concerto destacou-se pela riqueza do repertório, que incluiu canções populares algarvias e temas tradicionais reinterpretados com alma e mestria. Um dos momentos altos foi a participação do virtuoso Ricardo Martins, considerado o maior compositor português contemporâneo para guitarra portuguesa. A sua interpretação de “As Minhas Variações em Lá” foi simplesmente arrebatadora, levando o público a gritar “Bravo!” em coro, num reconhecimento espontâneo ao seu talento excecional.
Destaques que roubaram o Coração
- Isabel Aresta, com os seus 84 anos de vitalidade, surpreendeu ao tocar harmónica em dois temas, conquistando ovações calorosas e aplausos demorados. Uma prova de que a música não tem idade, só tem paixão.
- O tema “Música”, cantado em cânone a duas vozes, mostrou a precisão e a beleza da polifonia coral, enquanto “Orquestra”, interpretado a cinco vozes, trouxe um dinamismo contagiante. O momento mais arrebatador ficou por conta da “inconformada” Marie-France Gallez, que, com humor e irreverência, gritou “A trompete protesta: ra-ta-ta-ta-ta!”, arrancando risos e aplausos da plateia.
Uma noite que ficará na memória
Foi um serão de pura alegria, descontração e cultura, onde a música se tornou veículo de ternura e união. O público, visivelmente comovido, saiu do espetáculo com a sensação de ter participado num momento único, um verdadeiro encontro entre tradição e emoção.
O Mercado de Verão de Quarteira, organizado pela Câmara Municipal de Loulé e pela Junta de Freguesia de Quarteira, continua até setembro, prometendo mais noites como esta, onde a cultura e a comunidade se entrelaçam em celebração.
Porque em Quarteira, a música não se ouve… vive-se.
Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve
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