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Conferência no Convento de Santo António revela os bastidores da exposição “Mãe Soberana”

Andreia Pintassilgo apresenta investigação sobre os 500 anos do culto a Nossa Senhora da Piedade, unindo arte contemporânea, tecnologia e identidade coletiva

No próximo sábado, 18 de abril, pelas 16h00, o Convento de Santo António, em Loulé, acolhe mais uma sessão do ciclo de conferências “LOULÉ na linha do tempo”. Na véspera da Festa Grande da Mãe Soberana — a maior manifestação religiosa a sul de Fátima —, Andreia Pintassilgo dinamiza um momento especial integrado na exposição que se encontra patente ao público neste espaço cultural.

Uma investigação que une arte, tecnologia e memória

“Mãe Soberana – Património (In)Visível – Uma História Contada através da Água” apresenta a investigação e o processo criativo da exposição homónima de Andreia Pintassilgo, desenvolvida no âmbito do seu doutoramento em Média-Arte Digital. A partir dos quase 500 anos de história do culto a Nossa Senhora da Piedade, em Loulé, a palestra propõe uma reflexão profunda sobre o papel da arte contemporânea e das tecnologias digitais na valorização do património — tanto material como imaterial — em diálogo com a comunidade.

A água assume-se como elemento central da narrativa, um fio condutor que liga memória, espiritualidade e território. A conferência aborda a maior manifestação religiosa a sul de Fátima enquanto património vivo e expressão da identidade coletiva dos louletanos, explorando como as novas linguagens artísticas podem ajudar a preservar e reinterpretar tradições seculares.

Uma criadora ligada às raízes de Loulé

Andreia Pintassilgo, natural de Loulé, 50 anos, é doutoranda em Média-Arte Digital pela Universidade do Algarve e Universidade Aberta. É licenciada em Design de Comunicação pelo Instituto Politécnico de Portalegre, com especialização em Design de Comunicação para o Turismo e Cultura (UAlg), e pós-graduada em Comunicação Comercial & Marketing.

Atualmente trabalha na Câmara Municipal de Loulé como designer multidisciplinar, desenvolvendo projetos e estratégias de comunicação orientados para a valorização e promoção do património local e regional a nível internacional. A sua obra reflete um percurso de vida dedicado à interseção entre criatividade, território e memória.

A conferência é de entrada livre e oferece uma oportunidade única para, na véspera da Festa Grande, compreender as camadas mais profundas do culto à Mãe Soberana — e como a arte digital pode ajudar a narrar uma história que atravessa cinco séculos.

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