Iniciativa proporcionou contacto direto com a Sala de Operações, base de helicópteros e workshop de primeiros socorros, reforçando a cultura de segurança e cooperação institucional

À semelhança de anos anteriores, os colaboradores da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) estiveram reunidos numa iniciativa fora do ambiente de trabalho. Este ano, o dia do Team Building foi dedicado à área da Proteção Civil e decorreu no centro do sistema real de resposta à emergência, proporcionando uma experiência direta com as estruturas onde, todos os dias, se tomam decisões críticas para a salvaguarda de vidas e bens. Foi uma oportunidade de trocar o escritório pelo terreno, os documentos pelas sirenes, e de perceber, na prática, como funciona a máquina de proteção que, em situação de crise, é ativada para proteger a população.
A iniciativa foi realizada em articulação com o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil (CREPC) do Algarve e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), e decorreu no dia 22 de abril, em Loulé, nas instalações do Comando Regional, na Base de Apoio Logístico e na Base de Helicópteros em Serviço Permanente (BHSP). Teve como principal objetivo proporcionar um conhecimento aprofundado do funcionamento do sistema de emergência, proteção civil e socorro, bem como reforçar a cultura de segurança e cooperação institucional, num contacto direto com os mecanismos de planeamento, coordenação e comando.
Uma visita ao sistema real de resposta à emergência
A iniciativa foi conduzida pelo Comandante Vaz Pinto, Comandante Regional de Emergência e Proteção Civil, e incluiu uma visita técnica às instalações do Comando Regional, seguida de um workshop dedicado ao sistema de emergência e proteção civil, com enfoque:
- no funcionamento da Sala de Operações e Comunicações (SALOC) – o “cérebro” operacional que, 24 horas por dia, monitoriza ocorrências, coordena meios e gere a comunicação entre todas as entidades envolvidas;
- na coordenação dos agentes de proteção civil (bombeiros, GNR, INEM, forças armadas, polícia marítima, sapadores florestais, voluntários);
- nos sistemas de comando e controlo em situações de crise (incêndios florestais, cheias, sismos, acidentes com múltiplas vítimas).
O programa integrou ainda um Workshop de Primeiros Socorros com prática simulada (BAL/CREPC), onde os colaboradores da AMAL aprenderam técnicas básicas de suporte de vida, manobra de desobstrução de via aérea, controlo de hemorragias e posição lateral de segurança — competências que podem salvar vidas dentro e fora do local de trabalho. E, claro, um momento de convívio e partilha entre os participantes, promovendo o espírito de equipa e a coesão organizacional, que é o verdadeiro coração de qualquer team building.
AMAL: um agente ativo na preparação do território
Destacando a importância desta iniciativa, a AMAL afirma-se como um agente ativo na preparação do território, apostando na valorização e capacitação dos seus recursos humanos e na criação de uma verdadeira consciência operacional sobre o sistema de proteção civil. Num Algarve cada vez mais exposto a fenómenos extremos (incêndios, inundações, secas, tempestades costeiras), saber como o sistema de proteção civil funciona e como cada cidadão pode colaborar é um fator crítico de resiliência.
Nesse sentido, a Comunidade Intermunicipal do Algarve agradece ao CREPC Algarve e à Câmara Municipal de Loulé toda a abertura e disponibilidade demonstradas, desde o primeiro momento, para a realização desta visita, que permitiu reforçar a mensagem de que “A PROTEÇÃO CIVIL SOMOS TODOS NÓS” . Não é uma frase vazia: é uma constatação prática de que a prevenção, a preparação e a resposta a emergências envolvem cidadãos, empresas, autarquias, forças de segurança e todas as entidades com responsabilidades no território.
Os colaboradores da AMAL regressaram aos seus postos de trabalho com uma visão mais clara do que significa coordenar uma emergência no Algarve e com a certeza de que, quando a crise chegar (e ela chegará), estarão mais preparados para fazer a sua parte. Mesmo que a sua parte seja apenas saber ligar para o 112 e dar a informação certa, sem entrar em pânico. Isso também é proteção civil.


