Quarteira

Quarteira: Centro Comercial Rita celebrou 50 anos com desfile de moda e homenagem a três gerações

Loja mais antiga da cidade festejou Bodas de Ouro a 25 de abril, dia da Liberdade, com passarela, brindes e emoção

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O Centro Comercial Rita, na Rua Vasco da Gama, em Quarteira, festejou neste sábado, 25 de abril, o seu 50.º aniversário – Bodas de Ouro com um Desfile de Moda Primavera/Verão que encheu a rua de cor, alegria e memória. A data não foi escolhida por acaso: o mesmo dia em que Portugal celebra a Liberdade, foi também o dia em que esta casa centenária (em anos de comércio) decidiu abrir as portas ao futuro sem esquecer o passado.

O Sr. Mealha, o rosto e a alma do negócio ao longo de cinco décadas, abriu a cerimónia com palavras de gratidão: “Bem-vindos ao grande desfile do Centro Comercial Rita, hoje, 25 de Abril de 2026. O que fizemos em 1976 e o que temos agora resulta destes 50 anos, destas Bodas de Ouro. Por isso, agradecemos a vossa presença e, ao mesmo tempo, gostava de dizer que há muitos brindes para distribuir por todas as pessoas”. O ambiente era de festa, mas também de justa homenagem a todos os que, ao longo de meio século, passaram por ali como clientes, como funcionários, como amigos.

Um desfile para todas as idades

“Além de fazermos um desfile incrível, apresentamos todas as idades e todo o tipo de pessoas que aqui quiseram passar com os modelos”, anunciou a apresentadora, dando o tom do que se seguiria: uma passarela democrática, onde cerca de quatro dezenas de miúdos e graúdos, femininos e masculinos, todos amadores, vestidos de primavera e de história, desfilaram com a naturalidade de quem está em sua casa. E, de certa forma, estavam.

Este desfile de Primavera/Verão teve a particularidade de assinalar meio século de existência da loja “e só por isso merece uma grande salva de palmas”, lembrou a apresentadora, interrompida por um dado curioso: “Chegou-me uma informação neste momento, esta é a loja mais antiga de Quarteira”. Um título que não cabe em qualquer montra, mas que pesa na alma do comércio local.

Três gerações na mesma casa

O segredo da longevidade? A apresentadora explicou-o sem véus: “Eu já fiz parte, já cá estive, e temos que ter em atenção que esta loja tem passado de geração em geração. Começaram os bisavós, avós, netos… Hoje em dia, com os funcionários, já temos aqui pelo menos três gerações. As mães, as filhas que já passaram por cá e já andam aqui os netos. Então, é ou não é para levar assim uma grande salva de palmas?”, desafiou a apresentadora. A resposta veio em aplausos prolongados, vindos do público que envolvia o espaço.

E, para coroar a tarde, foi chamado ao microfone Alindo Pereira, um dos fundadores da casa, que partilhou a sua emoção: “Sou um dos fundadores desta casa e fui convidado para dizer algo sobre estes 50 anos. Tenho de agradecer a todos aqueles que foram importantes para chegar até aqui. Ao Sr. Mealha, à Dona Hélia, ao pessoal fantástico que esta empresa tem e que já teve. É preciso lembrar todos aqueles que já passaram por esta casa. 50 anos é muito tempo. Quero agradecer ao Sr. Mealha por me ter trazido para Quarteira e fiz dela a minha terra”.

Antigas funcionárias e brindes para todos

Já perto do fim, enquanto o staff da casa distribuía brindes pelos presentes, surgiu um grupo de antigas funcionárias, trajadas a rigor com a T-shirt da casa, um gesto simples, mas carregado de simbolismo. Fizeram questão de cumprimentar o Sr. Mealha, visivelmente emocionado com a surpresa. Não estavam ali por obrigação, mas por afeto. E esse afeto, impossível de comprar ou fabricar, é talvez o maior património que o Centro Comercial Rita acumulou ao longo de 50 anos.

A comemoração terminou em ambiente de festa com o corte do bolo, o brinde com champanhe e o “Parabéns a Você” em uníssono por todos os presentes, não apenas à casa, mas também a duas aniversariantes do dia: as modelos Natacha Simmons e outra cujo nome nos escapou, mas que ficará para sempre na memória dos que ali estavam.

O Centro Comercial Rita provou que o comércio tradicional está vivo, que as relações de confiança se constroem ao longo de gerações e que uma loja pode ser muito mais do que um ponto de venda: pode ser um ponto de encontro, uma referência afetiva e um lugar de celebração coletiva. 50 anos não são 50 dias. E quem faz 50 anos com desfile, champanhe e antigas funcionárias de lágrimas nos olhos merece, pelo menos, mais 50.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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