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Loulé vai tremer (outra vez): os gigantes que voltam ao MED para fazer história

MED 2026 anuncia regressos de peso e transformação total do festival: “A música cria memórias”

Telmo Pinto – Presidente da Câmara Municipal de Loulé

O Cineteatro Louletano acolheu, no último sábado, a apresentação final da programação do Festival MED 2026. Numa noite marcada por anúncios de várias novidades, os grandes destaques vão para o alinhamento musical, com três regressos muito aguardados: os britânicos Asian Dub Foundation, a lendária Orchestra Baobab, do Senegal, e a cantora brasileira Tulipa Ruiz.

Regressos de peso ao palco do MED

Pioneiros da música eletrónica alternativa britânica, os Asian Dub Foundation estiveram no MED em 2018 e agora regressam com o seu som único, que mistura hip-hop, dub, drum and bass, dancehall, tradições do sul da Ásia e a energia crua do punk rock.

Passados 16 anos desde a sua última passagem por Loulé, a Orchestra Baobab traz uma fusão elegante e contagiante entre a música tradicional senegalesa — incluindo as tradições griot e wolof — e os ritmos afro-cubanos.

Já Tulipa Ruiz, com a sua voz magnética, regressa ao festival depois de ter atuado em 2013. A sua música, apelidada de “pop florestal”, encarna uma das linhas mais férteis da música brasileira atual: a capacidade de abordar temas íntimos e coletivos com leveza, profundidade e encanto.

Novo ciclo e nova direção

O Festival MED inicia um novo ciclo, com ambições renovadas de crescimento, qualidade e inovação estruturante. Sob a direção de Paulo Silva, que acumula agora as funções de programador e diretor do evento, a música continua a ser o grande foco, sem descurar as restantes manifestações artísticas e atividades paralelas.

“A música é a verdadeira alma do MED. É aquilo que dá vida às ruas de Loulé, aproxima pessoas de diferentes partes do mundo e transforma cada noite do festival numa experiência inesquecível. No MED, a música cria memórias, encontros e sentimentos que perduram muito para além do festival”, sublinhou Paulo Silva.

22ª edição aposta na diversidade e na transformação da experiência do público

A 22ª edição do Festival MED distingue-se pela maior diversidade musical de sempre, com artistas de 30 nacionalidades. Mas as novidades vão além do cartaz multicultural, abrangendo também a experiência do público no recinto.

Durante a sessão de apresentação, o novo diretor Paulo Silva e o assessor do Município para a área dos Eventos, José Miguel Monteiro, elencaram as principais mudanças:

  • Ampliação do recinto na Praça da República e na Rua Martim Moniz, melhorando a fluidez, circulação e segurança dos visitantes.
  • Nova entrada no Largo de S. Francisco e integração total do Mercado Municipal de Loulé no recinto, que passará a ter programação musical no seu interior.
  • Novo sistema de bilhética: o público geral só precisará de bilhete (físico ou digital), deixando de ser necessária a troca por pulseira (exceto para residentes e organização).
  • Ciclo de Conferências MED: uma conferência a 26 de junho e outros momentos ao longo do ano para debater temas ligados ao festival e aos eventos culturais.
  • Exposição interativa inédita, com componente pedagógica e participativa.
  • Nova estética para os palcos principais, com identidade visual diferenciada por palco.
  • Criação do MED Lounge, junto à Igreja Matriz, um espaço de descompressão com decoração temática da autoria de Elsa Guerreiro e animação por DJ sets que explorarão o lado mais eletrónico da world music.

MED dentro e fora do recinto

Na próxima sexta-feira, 29 de maio, abrirá portas a nova Loja MED, no interior do Mercado Municipal, onde será possível comprar merchandising oficial e bilhetes para o festival.

O conceito CIDADE MED reforçará, a partir deste fim de semana, a decoração temática em várias zonas da cidade, bem como ativações da marca no centro e no Mar Shopping até ao início do festival. Concertos e animação de rua irão surpreender os transeuntes, incentivando a participação da comunidade e reforçando a ideia de que o MED transcende o recinto.

Sabores e comunicação reforçada

Os sabores do festival também terão destaque, com a criação do MED´lhado, o folhado oficial da edição de 2026.

A estratégia de comunicação será reforçada, garantindo a maior cobertura mediática de sempre, com novas parcerias para além das já estabelecidas com a televisão e rádio públicas. Este ano, o jornal Público junta-se aos media partners do MED.

MED como pilar da candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028

Num ano de “ambições acrescidas para Loulé”, com a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, sublinhou que o reforço da qualificação do Festival MED como evento essencial de encontro de culturas, promoção da tolerância, humanismo, cidadania e pensamento será um dos eixos centrais desse projeto.

“Mais do que um evento cultural, o MED constitui-se como uma plataforma de valorização da interculturalidade, promoção da tolerância e celebração da convivência entre povos, reforçando a atratividade de Loulé enquanto destino cultural de referência”, destacou Telmo Pinto, acrescentando que o MED é “o principal eixo da política cultural do concelho e pilar estratégico para a candidatura”.

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