Dia Mundial da Segurança Alimentar, 7 de junho
Com a aproximação do verão e o aumento das viagens internacionais, aumentam também os riscos associados ao transporte de plantas, sementes e outros produtos vegetais entre países, facilitando a disseminação de pragas e doenças com impacto na agricultura, na biodiversidade e na segurança alimentar.

Muito antes de chegarem à mesa, os alimentos dependem da saúde das plantas. É esse ponto de partida que sustenta a produção agrícola, garante a disponibilidade de alimentos e assegura o equilíbrio dos ecossistemas. Sem plantas saudáveis, fica comprometida a existência de sistemas alimentares seguros e sustentáveis.
Perda de até 40% das culturas agrícolas
Atualmente, até 40% das culturas agrícolas são perdidas anualmente devido a estas ameaças, comprometendo a produção alimentar, a economia agrícola e a estabilidade dos ecossistemas. Fatores como a intensificação do comércio internacional, as alterações climáticas e o aumento da mobilidade global têm vindo a acelerar a propagação destes organismos e o risco da sua entrada em novos territórios.
Uma abordagem transversal à segurança alimentar
Ao assinalar o Dia Mundial da Segurança Alimentar, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), em colaboração com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), reforça a importância de uma abordagem transversal à segurança alimentar, destacando a saúde das plantas enquanto elemento essencial para proteger a agricultura, a biodiversidade e os ecossistemas.
A saúde vegetal é um dos pilares da segurança alimentar, estando diretamente relacionada com:
- A qualidade e disponibilidade dos alimentos;
- A sustentabilidade da produção agrícola;
- A preservação ambiental.
Pequenos gestos, grandes impactos
Muitas vezes sem consciência do seu impacto, pequenos gestos aparentemente inofensivos, como trazer plantas ou outros elementos naturais na bagagem, podem introduzir organismos prejudiciais com impacto na agricultura e no ambiente.
Práticas recomendadas
Para minimizar estes riscos, é fundamental adotar práticas como:
- Não transportar plantas, sementes ou produtos vegetais entre países sem certificação adequada;
- Comprar plantas apenas a fornecedores autorizados;
- Estar atento a sinais de pragas ou doenças em jardins, hortas ou espaços agrícolas.
Declaração da Subdiretora Geral da DGAV
Ana Paula Cruz Garcia, Subdiretora Geral da DGAV, afirma:
“Muitas vezes não temos consciência de que um gesto simples durante uma viagem pode facilitar a introdução de pragas com impacto na agricultura, na biodiversidade e na disponibilidade de alimentos. A prevenção começa através de escolhas informadas e de comportamentos responsáveis, que ajudam a proteger os ecossistemas e a sustentabilidade da produção agrícola”.
Campanha europeia #PlantHealth4Life
A sensibilização para estes riscos integra também a campanha europeia #PlantHealth4Life, promovida pela EFSA e pela Comissão Europeia, que procura aproximar o tema da saúde das plantas do quotidiano dos cidadãos e incentivar comportamentos mais conscientes e responsáveis.
Mais informação disponível em: https://www.efsa.europa.eu/pt/plh4l
Referências
- Food and Agriculture Organization of the United Nations. (n.d.). About FAO’s work on plant production and protection. FAO. https://www.fao.org/plant-production-protection/about/en
Ficha Técnica
| Indicador | Detalhe |
|---|---|
| Data assinalada | Dia Mundial da Segurança Alimentar |
| Entidades | DGAV (Portugal) e EFSA (Europa) |
| Perda anual de culturas | Até 40% devido a pragas e doenças |
| Principais riscos | Transporte de plantas/sementes sem certificação, comércio internacional, alterações climáticas, mobilidade global |
| Práticas recomendadas | Não transportar sem certificação, comprar a fornecedores autorizados, vigiar sinais de pragas |
| Campanha europeia | #PlantHealth4Life (EFSA e Comissão Europeia) |




