Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve
Com o objetivo de reforçar a aproximação à comunidade angolana, o Consulado-Geral de Angola em Lisboa realizou, nos dias 6 e 7 de junho de 2026, atos consulares itinerantes no Algarve, dirigidos a todos os cidadãos nacionais e naturais de Angola.

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A iniciativa teve lugar na Escola EB 2,3 Dr. Joaquim Rocha Peixoto Magalhães, em Faro. Na ocasião, a cônsul-geral de Angola em Lisboa, embaixadora Vicência de Brito, aproveitou para reunir-se com associações de angolanos residentes na região.
Estiveram presentes na reunião Denner Garcia e Jorge Matos Dias, da APALGAR (Quarteira); Fernanda Matias e Rosa Rodrigues, da Associação Onjo-Yeto (Olhão); Fernando Mango (Portimão); Antónia Santos (Lagos); entre outros representantes.
Embaixadora Vicência de Brito:
“O objetivo desta reunião é auscultar as necessidades dos grupos locais no sentido de conseguirem mais apoios para resolver os problemas que temos no terreno. Daí a necessidade de impulsionar sempre o trabalho das associações.
É preciso que aquelas associações que estão adormecidas façam a sua renovação. No caso, por exemplo, de Portimão, uma cidade muito importante, com uma grande área e muita gente, onde a associação local não está a funcionar.
Temos um jovem dinâmico (Fernando Mango) e proponho que elejam novos grupos dirigentes e elaborem um plano de ação. A presidente da Câmara está bastante feliz por ter ali essa associação. Sei que há apoio. Portanto, enquanto houver essa possibilidade de apoiar, há que avançar.
Porque existem várias na região, é importante haver aqui no Algarve um representante de uma organização ou associação, para coordenar a atividade das associações. Sei que algumas associações têm dificuldades, mas é essencial que exista este ponto focal e que se coordene com todas. Uma plataforma que congregue e represente todas as associações de angolanos no Algarve.
Estou a fazer este pedido para que vocês construam um caminho melhor. Cada um, no seu lugar, faz o seu trabalho, mas tem de haver uma certa coordenação.
Sei que as pessoas aqui são muito criativas e desenvolvem muitas atividades. É necessário que essas atividades se realizem, até para juntar as pessoas e para que os angolanos se conheçam. As pessoas gostam muito de festas. De vez em quando, esses convívios são necessários, mas também são importantes para que as pessoas se conheçam e possam fazer outro tipo de atividades. Por isso, volto a dizer: sinto a necessidade de se realizarem também iniciativas de teor cultural. Terei um encontro com o Presidente da Câmara de Faro e vou tentar fazer uma exposição. No futuro, poderemos realizar iniciativas sobre outros assuntos e outras exposições.
O que podemos fazer convosco? Pensem numa atividade à qual nos possamos associar para que tenha um pouco mais de sucesso e as coisas possam funcionar melhor. Podemos preparar um plano de atividades, um sistema e não só. Relanço aqui o repto: Vamos entender o que se pode fazer. Que atividades culturais, que atividades desportivas, que convívios. Ver se há outra cidade onde se possa fazer um bom convívio, se é preciso levar músicos, como podemos participar para que as pessoas se compreendam, possam fazer, possam celebrar. Façam atividades”.
As associações presentes saíram da reunião muito agradadas e já desenvolveram um grupo de comunicação no WhatsApp onde já começaram a partilhar iniciativas e projetos para o futuro.
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