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Da fronteira ao território: GNR controlou mais de 90 000 cidadãos estrangeiros e deteve 243 desde 2023

A entrada em território nacional é apenas o primeiro momento do controlo migratório. Muito para além das fronteiras, a GNR tem desenvolvido um trabalho intenso e permanente no terreno, fiscalizando setores de risco, protegendo direitos e combatendo a imigração ilegal.

Desde outubro de 2023, a Guarda Nacional Republicana, através do Grupo de Guarda de Fronteiras da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF), realizou mais de 5 400 ações de fiscalização em diferentes setores de atividade, controlou mais de 91 mil cidadãos estrangeiros e efetuou 243 detenções por permanência ilegal em Portugal.

🌍 Nova realidade no controlo migratório

Desde 29 de outubro de 2023, a GNR assumiu, através da UCCF, a competência de controlo das fronteiras marítima e terrestre, bem como a fiscalização de cidadãos estrangeiros em toda a sua área de responsabilidade, que abrange cerca de 94% do território nacional.

Com a criação do Grupo de Guarda de Fronteiras, a UCCF afirma-se como um pilar fundamental no controlo e fiscalização de cidadãos estrangeiros em Portugal, assumindo competências essenciais na:

  • Prevenção e controlo da permanência ilegal;
  • Fiscalização de ilícitos associados ao tráfico de seres humanos;
  • Combate à exploração laboral;
  • Verificação das condições de vida e de trabalho dos migrantes.

🛂 Fiscalização territorial: dois vetores de atuação

A atividade de fiscalização territorial do Grupo de Guarda de Fronteiras assenta em duas frentes principais:

  1. Combate à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos – sinalizando cidadãos estrangeiros em situação irregular;
  2. Verificação das condições laborais e de vida – assegurando que quem permanece legalmente em Portugal o faz em condições dignas e em conformidade com a lei.

Esta abordagem dupla procura garantir o cumprimento da legislação, ao mesmo tempo que protege os direitos dos trabalhadores migrantes e atua contra fenómenos criminais associados à exploração humana.

📊 Números que falam por si

Entre outubro de 2023 e junho de 2026, os resultados da operação são expressivos:

IndicadorNúmero
Ações de fiscalização5 458
Cidadãos estrangeiros controlados91 397
Detenções por permanência ilegal243
Notificações de Abandono Voluntário540
Contraordenações6 598

As infrações detetadas abrangem, entre outras, situações de incumprimento da legislação aplicável a cidadãos estrangeiros, com especial incidência nos setores da agricultura, pescas, restauração e transportes, áreas consideradas de maior risco.

🚢 Fronteira marítima: mais de 100 mil embarcações controladas

Para além da fiscalização territorial, o Grupo de Guarda de Fronteiras é também responsável pelo controlo da fronteira marítima nacional, assegurando funções de autoridade de fronteira em Portugal continental e nas regiões autónomas.

Distribuídos por 15 Postos de Guarda de Fronteiras marítimos, de norte a sul do país e nas ilhas, os militares da GNR garantem diariamente:

  • O controlo de passageiros e tripulantes que entram ou saem do Espaço Schengen;
  • A fiscalização de portos e marinas;
  • A atribuição de vistos na fronteira;
  • A emissão de 82 579 autorizações de acesso às zonas internacionais dos portos.

🛡️ Uma resposta integrada aos desafios migratórios

A atuação do Grupo de Guarda de Fronteiras demonstra que o controlo migratório exige uma resposta integrada, que combina a fiscalização territorial com a proteção da fronteira marítima.

Através da sua presença permanente no território e nos pontos de entrada, a GNR contribui para:

  • O cumprimento da legislação aplicável aos cidadãos estrangeiros;
  • O combate à imigração ilegal, ao tráfico de seres humanos e à exploração laboral;
  • A segurança das fronteiras externas do Espaço Schengen;
  • A proteção de pessoas particularmente vulneráveis a situações de abuso.

“O Grupo de Guarda de Fronteiras afirma-se como um elemento fundamental na resposta aos atuais desafios migratórios, assegurando uma atuação que alia segurança, fiscalização e proteção das pessoas”.

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