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Algarve reúne especialistas para fortalecer inventário do Património Cultural Imaterial

O que é que une a Dieta Mediterrânica, o culto a Nossa Senhora da Piedade, a procissão na Ilha da Culatra e o Bolo de Tacho de Monchique? Todos eles são exemplos vivos do Património Cultural Imaterial do Algarve e foram alguns dos temas em destaque no Encontro Património Cultural Imaterial – Algarve 2026, que decorreu nos dias 18 e 19 de junho, no Auditório David Assoreira, em Faro.

Promovido pela CCDR Algarve, em articulação com o Património Cultural, I.P. , a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve e a Rede de Museus do Algarve, o evento reuniu cerca de uma centena de participantes entre técnicos, autarcas, académicos, associações e representantes de comunidades locais. O objetivo foi claro: reforçar o trabalho regional de identificação, documentação, inventariação, valorização e salvaguarda do património imaterial algarvio.

Compromisso e visão estratégica na abertura

A sessão de abertura contou com as intervenções de José Apolinário (Presidente da CCDR Algarve), Paulo Duarte (Diretor do Departamento de Bens Culturais do Património Cultural, I.P.), Joaquim Brandão Pires (Primeiro Secretário da AMAL), Catarina Oliveira (em representação da Rede de Museus do Algarve) e Bruno Inácio (Vice-presidente da CCDR Algarve com o pelouro da Cultura).

José Apolinário defendeu a necessidade de aumentar o número de manifestações algarvias inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, alertando para a importância de aproximar os processos de inventariação às comunidades que são, afinal, as verdadeiras guardiãs destas tradições. Já Bruno Inácio sublinhou a urgência de reforçar o trabalho em rede entre entidades regionais e locais, como forma de potenciar novos projetos de inventariação e dar maior visibilidade ao património vivo do Algarve.

Dois dias de partilha, reflexão e prospetiva

Ao longo dos dois dias, foram debatidos temas centrais para a salvaguarda do património imaterial, com especial destaque para as experiências e boas práticas associadas a manifestações já inscritas no Inventário Nacional. O segundo dia foi dedicado à identificação de potenciais projetos de inventariação, envolvendo municípios, associações e comunidades locais num exercício participativo e prospetivo.

Ficou claro que o património cultural imaterial é feito de saberes, celebrações, modos de vida e memórias coletivas e que a sua salvaguarda exige a participação ativa das comunidades, que o mantêm vivo, o transmitem de geração em geração e o recriam continuamente.

Um compromisso que se renova

O encontro evidenciou a importância de consolidar a colaboração entre entidades nacionais, regionais e locais, valorizando o trabalho que já vem sendo desenvolvido por municípios, associações, museus e outras estruturas da região. A Rede de Museus do Algarve foi destacada pelo seu contributo no mapeamento e conhecimento destas manifestações.

A CCDR Algarve reafirmou a sua disponibilidade para continuar a apoiar e articular este trabalho conjunto, com o objetivo de promover uma presença cada vez mais expressiva do Algarve no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e de garantir que as tradições da região continuem a ser celebradas, reconhecidas e transmitidas às futuras gerações.


Consulte as apresentações do encontro em:
👉 Encontro Património Cultural Imaterial – Algarve | CCDR Algarve

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