Texto: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve
Alte, junho de 2026 – A Fonte Grande de Alte foi palco de uma festa memorável dos Santos Populares, que reuniu a comunidade numa celebração vibrante de tradição, cultura e convívio intergeracional. O evento, que contou com a participação ativa de instituições locais, grupos folclóricos e centenas de pessoas, afirmou-se como um dos momentos mais emblemáticos do verão serrano.

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A animação começou cedo, com as Marchas Infantis da Casa da Criança a roubarem os holofotes. As diferentes salas pedagógicas apresentaram coreografias dedicadas:
- Sala Azul e Amarela – “Marcha do Amor”
- Sala Vermelha – “Nós e o Mundo”
- Sala Laranja – “Vamos à Descoberta”
- Sala Verde – “Entre a Ribeira e os Campos”
O público rendeu-se ao talento e à energia contagiante dos mais novos, que encantaram miúdos e graúdos.
A festa contou ainda com a participação especial da Marcha dos Afetos – ASAS, da Marcha da Penina – Geoparque Algarvensis, que trouxe ao palco o notável César Matoso, e da Marcha de Almancil, num verdadeiro desfile de cores, ritmos e identidades que encheram a Fonte Grande de alegria.
O Baile com Valter Cabrita animou a noite, com o público a dançar ao som dos êxitos populares, num ambiente de pura descontração e festa.
“Vamos ao Baile”: Folclore e Memória em Movimento
Um dos momentos mais marcantes da noite foi a apresentação do projeto “Vamos ao Baile”, uma iniciativa da Junta de Freguesia de Alte que visa reavivar o folclore local. Segundo a autarquia, “não se trata de um grupo folclórico, mas sim de aulas de folclore: um espaço de aprendizagem, partilha, convívio e memória, onde os saberes da nossa terra continuam a passar de geração em geração” .
Carlos Matoso e Fátima Matoso aceitaram o desafio de dar vida a este projeto, que já conta com várias gerações a aprender e a dançar todas as terças-feiras. A Junta de Freguesia deixou um agradecimento especial ao casal “pela entrega e carinho, à Casa do Povo de Alte pela colaboração e cedência do espaço, e a todos os participantes que têm feito este projeto crescer. Todos são maravilhosos”.
O CATL apresentou ainda “A Lenda do Cavaleiro e das Mouras Encantadas”, com a participação de Carlos Matoso e Gabriela Santana, num momento de teatro e tradição que arrebatou a assistência.
Gastronomia, Quermesse e Solidariedade
O arraial contou ainda com tasquinhas, quermesse e sorteio de cabazes, onde o melhor da gastronomia tradicional portuguesa marcou presença, com destaque para as sardinhas assadas e as bifanas, que fizeram as delícias dos presentes. O ambiente festivo foi complementado por bebidas e petiscos que trouxeram o verdadeiro sabor dos Santos Populares à serra algarvia.
Uma Festa da Comunidade
A organização do evento esteve a cargo do projeto ASAS – Aldeia dos Saberes e dos Afetos da Serra, em parceria com a Casa da Criança de Alte e com o apoio da Junta de Freguesia de Alte. O ASAS, criado pelo Centro de Animação e Apoio Comunitário da Freguesia de Alte, é um projeto de desenvolvimento local que promove iniciativas nas áreas social, educativa e comunitária, dinamizando respostas como creche, pré-escolar, CATL e diversos projetos de inclusão social.
A festa dos Santos Populares privilegiou a participação das instituições e grupos locais, demonstrando que o principal objetivo é proporcionar um momento de convívio entre crianças, famílias e população, valorizando as tradições populares e fortalecendo os laços comunitários.
Um Local Emblemático
A Fonte Grande de Alte, um dos ex-líbris do Algarve serrano, foi o cenário perfeito para esta celebração. Conhecida pelas suas águas cristalinas, piscina natural, zona arborizada e valor patrimonial e paisagístico, a Fonte Grande é um espaço de lazer muito procurado durante todo o ano e um dos cartões de visita da aldeia de Alte.
“Na Casa da Criança há festa,
Nos Santos há tradição,
Entre risos e alegria,
Bate forte o coração”
Assim descreve a Casa da Criança de Alte o espírito desta festa, uma celebração que une gerações, preserva a memória coletiva e reafirma a identidade cultural de Alte.
Alte, 2026
Onde a tradição se faz festa e a comunidade se abraça.
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