Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve
A Praça do Mar, em Quarteira, rendeu-se ao embalo de mais um Zumba Sunrise. Mas não era uma aula, foi um feitiço. A marginal transformou-se em palco de sonho, onde o suor brilhava como orvalho de estrelas e os sorrisos flutuavam no ar, presos ao ritmo das batidas quentes que Bela Pereira foi semeando pelo chão.

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A brisa marinha ainda guardava o calor do dia, como se o vento também quisesse dançar. E então, mais de meia centena de almas, entre residentes, turistas, jovens de pés ligeiros e menos jovens de coração aberto, entregaram os seus passos à música. Não havia chão, só dança. Não havia tempo, só agora. Cada movimento era um fio invisível a ligar corpos, cada olhar cúmplice desenhava um abraço sem toque.
Bela Pereira conduziu a sessão como quem desenha ondas no ar: com a energia de quem sabe que o corpo é só o princípio da alegria. Cada coreografia foi um convite a esquecer o mundo, cada batida um despertar da alma. Ali, à beira-mar, o suor era poesia e a leveza, respiração.
E o cenário? Ah, o cenário era cúmplice também. O Atlântico estendia-se como um espelho líquido, o céu tingia-se de dourados esquecidos e as ondas balançavam no mesmo compasso da brisa, como se também o mar, ali, quisesse dançar.
Porque em Quarteira o pôr do sol não se vê, sente-se. Tem cor, tem ritmo, tem batida. E enquanto Bela Pereira e as zumbásticas dançam, a Praça do Mar continua a girar, devagar, até o céu se apagar e a noite, rendida, aplaude de pé.
E segunda feira há mais, às 19:30 horas, no Largo da Gaivota, junto ao emblemático Baloiço de Quarteira.
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