Quarteira

Quarteira, o pôr do sol e um feitiço chamado Bela

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

A Praça do Mar, ao fim de tarde das quintas feiras de verão, deixou de ser só calçada e céu para virar palco de um sortilégio chamado Zumba Sunrise. Bela Pereira sopra encantamento. E a marginal, essa, transforma-se num lugar onde o suor brilhou como se fosse luz de estrela e os sorrisos dançaram no ar, leves, à espera de uma batida para se agarrarem. E esta quinta feira, 6 de agosto, não foi exceção.

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A brisa ainda trazia o cheiro quente do dia, como se o vento também quisesse ficar para dançar. E ali, cerca de uma centena de almas (os que são da terra, os que vieram de longe, os que têm pressa nos pés e os que têm calma no coração) renderam-se sem reservas. Não havia chão, só movimento. Não havia relógio, só música. Cada gesto era um fio invisível a unir estranhos, cada olhar um abraço que não precisava de toque.

Bela Pereira comandou a festa como quem desenha ondas no ar: com a certeza de quem sabe que o corpo é só o princípio da alegria. Cada coreografia foi um convite a largar o peso do mundo, cada batida um despertar de dentro para fora. Ali, à beira-mar, o suor era poesia, e a leveza era tudo o que se precisava.

E o cenário? Ah, esse foi cúmplice de todas as cores. O Atlântico abria-se como um espelho líquido, o céu vestia-se de dourados antigos e as ondas balançavam no ritmo certo, como se também o mar tivesse entrado na dança.

Em Quarteira, o pôr do sol não é só um espetáculo, é uma respiração. Tem cor, tem alma, tem ritmo. E enquanto Bela Pereira e as zumbásticas se entregam à música, a Praça do Mar gira devagar, até que o céu se apaga e a noite, rendida, aplaude de pé.

Segunda-feira há mais. Às 19h30, no Largo da Gaivota, junto ao Baloiço que já é símbolo de Quarteira. O mesmo mar, a mesma energia, a mesma promessa: que o verão ainda não acabou e o coração continua a bater no ritmo certo.

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