Equipamento concluído em 2031
14 de agosto de 2026 — Foi dado ontem mais um passo decisivo para a concretização do Hospital Central do Algarve, com a assinatura de uma adenda ao Acordo Estratégico celebrado no início do ano, numa cerimónia que contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins. O ato formalizou o compromisso dos Municípios de Loulé e Faro, em parceria com a Administração Central do Sistema de Saúde, a Unidade Local de Saúde do Algarve e a Associação de Municípios Loulé/Faro, para assegurar as acessibilidades e infraestruturas exteriores do futuro equipamento.

UM MILHÃO DE EUROS PARA GARANTIR ACESSOS E SERVIÇOS ESSENCIAIS
No âmbito deste compromisso, foi aprovado um financiamento conjunto de 1 milhão de euros, repartido em partes iguais pelos dois municípios, destinado a:
- Acessos viários e áreas de estacionamento;
- Redes de água, esgotos, gás, eletricidade, comunicações e iluminação pública.
Este investimento vem juntar-se aos quase 10 milhões de euros já investidos na aquisição dos terrenos no Parque das Cidades, onde o hospital será erguido. Está ainda prevista a compra de terrenos adicionais, num valor estimado de 2 milhões de euros, reforçando a aposta na criação de uma infraestrutura à altura das necessidades da região.
“O ALGARVE NÃO PODE CONTINUAR A SER A ÚNICA REGIÃO SEM HOSPITAL CENTRAL”
O autarca de Loulé, Telmo Pinto, subiu ao palanque para deixar uma mensagem clara sobre a urgência do projeto:
“Um Serviço Nacional de Saúde forte e robusto é aquele que responde às necessidades reais de todas as regiões, e o Algarve, que tanto contribui para o Produto Interno Bruto deste país, que acolhe milhões de visitantes todos os anos, não pode continuar a ser a única região do país sem um Hospital Central”.
Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Faro, António Pina, recordou o esforço acrescido que as duas autarquias têm feito neste processo, salientando que isso “não significa que os louletanos ou os farenses tenham direito a mais saúde que todos os algarvios”, mas antes que a região precisa de uma resposta unânime e articulada.
MINISTRA DA SAÚDE: “É INADIÁVEL”
Ana Paula Martins fez questão de enquadrar este momento num contexto mais amplo, recordando que o projeto do Hospital Central do Algarve arrasta-se há mais de 23 anos. A ministra foi perentória:
“O Algarve, durante muito tempo, era um código postal menos presente na agenda política na área da saúde. É inadiável que o Hospital e outros processos, como garantir a cobertura nos cuidados de saúde primários em toda a região, se desenvolvam”.
A responsável destacou ainda o papel determinante dos municípios na atração e fixação de profissionais de saúde na região, e sublinhou que o futuro hospital será um dos mais relevantes do SNS, não apenas pela sua dimensão, mas pela componente científica e de desenvolvimento no cluster da saúde. Numa região universitária com cursos ligados à área da saúde, este equipamento trará, nas palavras da ministra, “uma perspetiva de desenvolvimento nacional e internacional”.
CONCURSO LANÇADO: PROJETO E CONSTRUÇÃO JÁ EM MARCHA
Num dia de avanços concretos, Tiago Botelho, presidente da ULS Algarve, anunciou que terminou há dias o concurso público para escolher a entidade responsável pelo projeto, construção e manutenção do Hospital Central.
“Cada dia estamos mais perto, com passos concretos, de termos um novo hospital. Os algarvios merecem, os profissionais de saúde precisam de instalações à altura dessa excelência”.
O responsável agradeceu ainda o empenho das autarquias na “repartição de responsabilidades e encontro desta solução”, reforçando a importância da articulação institucional para a viabilização de um projeto tão ambicioso.
LOULÉ: UM CONCELHO QUE INVESTE NA SAÚDE
Este novo compromisso regional soma-se ao notável esforço financeiro que o Município de Loulé tem realizado na área da saúde nos últimos anos. Só no concelho, foram investidos mais de 17,5 milhões de euros na modernização de infraestruturas locais, nomeadamente:
- Centro de Saúde Universitário;
- Edifício do INEM;
- Requalificação de centros de saúde em Loulé, Quarteira, Almancil e Tôr.
UM FUTURO QUE SE AVIZINHA
Com a assinatura desta adenda, o Hospital Central do Algarve deixa de ser uma promessa para se tornar uma realidade em construção. As peças estão a ser alinhadas, os compromissos estão formalizados e a região caminha, finalmente, para uma resposta de saúde à altura do seu peso demográfico, económico e turístico.
O horizonte é 2031. E, para muitos algarvios, essa data já não parece tão distante.
Um hospital para o Algarve. Um compromisso de todos.




