Equipa algarvia revalidou o título conquistado em 2025 e sagrou-se bicampeã nacional na modalidade de Competência de Tiro aos Pratos

No passado domingo, 27 de setembro, a Federação de Caçadores do Algarve assinalou 35 anos de história. A data coincidiu com a realização dos Campeonatos Nacionais de Tiro aos Pratos e de Santo Huberto, em Beja, motivo pelo qual a direção da federação se deslocou à cidade alentejana para participar no almoço de entrega de prémios e celebrar a efeméride.
O almoço comemorativo contou com a presença de várias personalidades, entre as quais Nuno Palma Ferro, presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Salsa, vice-presidente do conselho diretivo do ICNF, e Nuno Augusto Ferro, presidente da Federação Alentejana de Caçadores e anfitrião dos campeonatos, entre outras personalidades.
Durante a cerimónia, o presidente da Federação de Caçadores do Algarve, Vítor Palmilha, sublinhou a relevância da organização na promoção da atividade cinegética na região. O responsável aproveitou ainda o momento para oferecer uma recordação ao autarca bejense e agradecer a presença de todos os dirigentes que se deslocaram a Beja para assinalar este marco tão importante no trajeto da federação.
Bicampeões nacionais
A celebração ficou ainda marcada pelo sucesso desportivo: a equipa da Federação de Caçadores do Algarve voltou a conquistar o título de campeã nacional na modalidade de Competência de Tiro aos Pratos, revalidando a vitória obtida em 2025, em Aljezur, e sagrando-se assim bicampeã nacional.
A equipa campeã foi constituída pelos atletas Marco Cabrita, José Albino, Vítor Franco, Luís Arez, Márcio Reis e Nuno Vieira, com Fernando Peguicha a exercer as funções de delegado.
Uma história de 35 anos
Sediada em Tavira, a Federação de Caçadores do Algarve foi fundada em 27 de setembro de 1991, através de escritura lavrada no Cartório Notarial de Tavira e publicada no Diário da República em janeiro de 1992.
Desde a sua origem, tem como grandes objetivos defender e representar os clubes, associações de caçadores e empresas de turismo cinegético suas associadas, fomentando a caça, a pesca, o associativismo e a prática desportiva do tiro com armas de caça.
Com um papel ativo na organização do setor a nível nacional, a federação algarvia esteve entre os membros fundadores da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses, em 1993. Atualmente, conta com mais de 280 clubes, associações de caçadores e empresas filiadas, trabalhando em cooperação contínua com entidades governamentais, instituições científicas e agricultores locais no ordenamento cinegético e na gestão e preservação dos recursos faunísticos.
Protocolos com autarquias e prevenção de incêndios
Entre as várias iniciativas promovidas ao longo do seu percurso, destacam-se os protocolos estabelecidos com várias autarquias do Algarve, como Tavira, Castro Marim e Alcoutim, prevendo-se em breve a integração de São Brás de Alportel, nos quais a federação e as associações cinegéticas asseguram a desmatação e sementeira de vários terrenos depois de aprovados pela Proteção Civil de cada concelho.
Esta intervenção cria mosaicos de vegetação e áreas de baixa carga combustível que ajudam a evitar a propagação de incêndios e a facilitar o combate pelas forças de proteção civil, ao mesmo tempo que garante alimento e abrigo para a fauna selvagem, promovendo a biodiversidade do território.




