Saúde

Novartis lança campanha «A Urticária Deixa Muitos Lugares Vazios» em colaboração com a APUrtica

Nova campanha pretende assinalar o Dia Mundial da Urticária, que se assinala hoje, 1 de outubro, e tornar visível aquilo que os sintomas da doença podem retirar ao quotidiano, incentivando quem vive com sinais persistentes a procurar avaliação médica e acompanhamento adequado.

Lisboa, 1 de outubro de 2026 – A Novartis acaba de lançar em colaboração com a APUrtica – Associação Portuguesa de Doentes de Urticária, a campanha «AUrticária Deixa Muitos Lugares Vazios». A iniciativa pretende assinalar o Dia Mundial da Urticária, que se assinala a 1 de outubro e tornar visível aquilo que os sintomas da doença podem retirar ao quotidiano, incentivando quem vive com sinais persistentes a procurar avaliação médica e acompanhamento adequado. Uma cadeira vazia num jantar, uma reunião a que não se chegou, um treino adiado ou uma noite passada em claro. É nestas ausências,aparentemente banais, retratadas na campanha, que a urticária crónica espontânea (UCE) revela o impacto que pode ter na vida de quem convive com a doença.  

A UCE é uma doença inflamatória da pele. Manifesta-se pelo aparecimento recorrente e espontâneo de pápulas, angioedema (inchaço nas camadas mais profundas da pele) ou ambos, durante mais de seis semanas. Pode afetar pessoas de qualquer idade e estima-se que atinja aproximadamente 1% da população mundial. 1,4,5

Mas a história da UCE não se esgota na pele. A comichão intensa e imprevisível pode perturbar o sono, reduzir a concentração, afetar o desempenho profissional ou escolar e condicionar a vida social. Uma revisão clínica publicada em 2024 concluiu que cerca de 40% dos doentes apresentam um impacto muito grande ou extremamente grande na qualidade de vida.1 Em Portugal, um estudo observacional com 112 doentes mostrou que 85% tinham a doença mal controlada; o prurido, o número de pápulas, a qualidade do sono e o constrangimento provocado pelas lesões estavam entre as dimensões mais afetadas.1,2,6 

É esta perda acumulada de descanso, confiança,disponibilidade e participação, que a campanha traduz na imagem dos “lugaresvazios”. Ao reconhecer experiências concretas, a iniciativa pretende ajudar quem vive com sintomas persistentes a perceber que não se trata apenas de uma alergia passageira e que não deve normalizar o impacto da doença. A mensagem é clara: compreender os sinais e procurar avaliação médica é o primeiro passo para voltar a participar plenamente no dia-a-dia. 

Este impacto pode ser agravado por um percurso longo e fragmentado até ao diagnóstico e ao controlo da doença. No estudo global Urticaria Voices, um inquérito transversal realizado em sete países com 582 pessoas com UCE, os participantes reportaram uma demora média de dois anos até ao diagnóstico e consultas com 6,1 médicos. 

Embora 79% estivessem medicados com anti-histamínicos, 84% destes apresentavam a doença inadequadamente controlada.Os doentes com controlo insuficiente reportaram também um impacto significativamente maior na qualidade de vida, sobretudo no bem-estar mental e emocional, na vida social e nas relações íntimas.3,7 

Ao aproximar informação clínica e experiência humana, «A Urticária Deixa Muitos Lugares Vazios» procura encurtar esse caminho. A campanha convida as pessoas a saberem mais sobre sinais e sintomas de urticária e a procurar um profissional de saúde, para que a doença seja avaliada e acompanhada de forma adequada.

Mais informações aqui.

Referências

1.      Kolkhir P, Bonnekoh H, Metz M, Maurer M. Chronic Spontaneous Urticaria: A Review. JAMA. 2024;332(17):1464–1477. doi:10.1001/jama.2024.15568.

2.      Almeida AR, Oliveiros B, Gonçalo M. Relation between Chronic Urticaria and Quality of Life: An Observational Study of 112 Portuguese Patients. Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia. 2021;79(3). doi:10.29021/spdv.79.3.1402.

3.      Weller K, Winders T, McCarthy J, et al. Urticaria Voices: Real-World Experience of Patients Living with Chronic Spontaneous Urticaria. Dermatology and Therapy. 2025;15:1155–1173. doi:10.1007/s13555-025-01348-8.

4.      Zuberbier T, Abdul Hameed Ansari Z, Abdul Latiff AH, et al. The International Guideline for the Definition, Classification, Diagnosis and Management of Urticaria. Allergy. 2026;81(8):2582–2632. doi:10.1111/all.70210.

5.      Fricke J, Ávila G, Keller T, et al. Prevalence of Chronic Urticaria in Children and Adults Across the Globe: Systematic Review with Meta-analysis. Allergy. 2020;75(2):423-432. doi:10.1111/all.14037

6.      Maurer M, Abuzakouk M, Bérard F, et al. The Burden of Chronic Spontaneous Urticaria Is Substantial: Real-World Evidence from ASSURE-CSU. Allergy. 2017;72(12):2005-2016. doi:10.1111/all.13209

7.      Muñoz M, Salameh P, Zajac M, et al. Diagnostic Delay in Patients With Chronic Urticaria: Results From the Chronic Urticaria Registry (CURE). Clin Exp Allergy. 2026

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