Desporto

GOLFE | Selecções nacionais de defrontam-se em formato Ryder Cup na Taça Manuel Agrellos

Manuel Agrellos e José Correia na apresentação da prova

As selecções nacionais de amadores e profissionais defrontam-se a partir de amanhã (quinta-feira) numa autêntica Ryder Cup à portuguesa, sendo o dia de hoje (quarta-feira) dedicado ao Pro-Am e ao jantar oficial, no qual os dois capitães irão discursar.

A Taça Manuel Agrellos, assim baptizada em homenagem ao actual presidente da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), é uma organização da PGA de Portugal, a associação dos profissionais de golfe lusos, com a colaboração da FPG, de 1 a 3 de Agosto, no Montado Hotel & Golf Resort, Palmela.

A formação amadora, capitaneada pelo seleccionador nacional da FPG, Nuno Campino, será composta por Ricardo Melo Gouveia, 20 anos, Clube de Golfe de Vilamoura; José Maria Jóia, 21, Vilamoura; Gonçalo Pinto, 19, Vilamoura; João Carlota, 20, Vilamoura; Tiago Rodrigues, 21, Oporto Golf Club; Gonçalo Costa, 17, Lisbon Sports Club; Vítor Londot Lopes, 16, Vilamoura; Rafael Gaspar, 16, Clube de Golfe de Belas; Miguel Gaspar, 20, Belas; e Pedro Almeida, 15, Oporto.

Uma alteração de última hora levou Gonçalo Magalhães a ser substituído por Vítor Lopes, 12º no Ranking Nacional BPI da FPG, que este ano foi 5º no III Torneio do Circuito Tranquilidade, 9º no II Torneio do mesmo Circuito e 4º no Campeonato Nacional de sub-16.

«É a selecção mais forte que podemos apresentar e a única falta de relevo é o Pedro Figueiredo que está a disputar o Western Amateur Championship nos Estados Unidos. De resto, teremos os jogadores que estão em melhor forma neste momento, que são também os que têm melhor ranking», comentou Nuno Campino, o capitão da FPG.

A média de idades da equipa amadora é de 18,5 anos e o seleccionador nacional considera que é a consequência de «haver uma nova geração de jovens que estão a tirar o lugar aos mais velhos na selecção por mérito próprio».

É, portanto, uma selecção amadora fortíssima, bem encabeçada por Ricardo Melo Gouveia, campeão nacional amador de 2009, que venceu um torneio logo na sua época de estreia no NCAA (circuito nos Estados Unidos entre universidades), que é já um dos melhores amadores à escala global, figurando no 65º posto do ranking mundial amador.

Nuno Campino chama a atenção para a Taça Manuel Agrellos como «uma competição única, que mostra como o golfe é um desporto diferente, porque qualquer uma das equipas pode ganhar este confronto, tanto a de amadores como a profissionais, e isso não é habitual noutras modalidades desportivas. Nesse sentido, esta prova é muito importante para divulgar o golfe em Portugal».

A mesma opinião tem José Correia, presidente da PGA de Portugal: «O principal vencedor no final deste torneio será o golfe. Temos como objetivo divulgá-lo e despertar o máximo interesse por este desporto. Aproveito para convidar todos a marcarem presença no Montado. É uma excelente oportunidade para apoiarem os seus jogadores de eleição ou tomarem contato com a modalidade.

José Correia é também o capitão da equipa da PGA de Portugal, composta pelos seguintes jogadores: Ricardo Santos, 29 anos, Oceânico Victoria; Hugo Santos, 32, Oceânico Millennium; Tiago Cruz, 30, PGA; António Rosado, 27, PGA; António Sobrinho, 41, Vale do Lobo; Nelson Cavalheiro, 42, Oceânico Faldo; Almerindo Sequeira, 41, Morgado do Reguengo; João Pedro Carvalhosa, 38, Montado; Luís Franco, 28, Palheiro Golf; e José Dias, 53, Oceânico Victoria.

A grande figura é, naturalmente, Ricardo Santos, o 78º na Corrida para o Dubai, o ranking do European Tour, a primeira divisão do golfe profissional europeu. Depois da sua estrondosa vitória no Open da Madeira deste ano, o algarvio está a caminho de tornar-se no melhor golfista português de todos os tempos. No ano passado venceu um torneio do Challenge Tour, a segunda divisão, e em 2008 foi 13º na Taça do Mundo (de profissionais), ao lado de Tiago Cruz.

«A selecção da PGA Portugal tem muita qualidade. Tenho toda a confiança numa prestação positiva dos nossos profissionais, estão bastante motivados e  proporcionarão momentos de grande nível. Será certamente uma competição saudável, com ‘matches’ muito equilibrados, pois ambas as seleções apresentam excelentes golfistas», analisou José Correia.

A Taça Manuel Agrellos arranca hoje (quarta-feira) com um Pro-Am a partir das 14H50, com apenas 20 equipas.

Esta noite, no Montado, decorrerá o jantar oficial, com a apresentação das equipas e os discursos dos capitães, contando igualmente com a presença do homenageado, Manuel Agrellos.

No dia 2 (amanhã, quinta-feira) inicia-se o ‘Match’ propriamente dito, com ‘foursomes’ (pares, pancadas alternadas) de manhã e ‘fourball’ (2 bolas em jogo por cada par, escolhendo-se a melhor) à tarde. Todos os jogadores estarão em acção, com 5 pares de profissionais a medirem forças com 5 duplas amadoras, implicando que cada competidor jogue 36 buracos nesse dia 2.

O dia 3, sexta-feira, será reservado aos 10 confrontos de singulares.

O troféu da Taça Manuel Agrellos foi concebido pelo departamento de designers da Costaverde e pretende-se que perdure no tempo, tornando-se rapidamente num dos clássicos do golfe nacional.

O principal patrocinador da Taça Manuel Agrellos é a Optilink, o laboratório de Pombal que fabrica cabos em fibra óptica para data centers no sector das telecomunicações.

«Desde o ano passado que temos uma ligação á PGA de Portugal, em grande parte por eu ter aulas de golfe com o Nuno Campino, que agora é seleccionador, mas também pela qualidade da abordagem que me foi feita pelo José Correia.

«Inicialmente a ideia seria apostar numa das etapas do Pro-Am Series da PGA de Portugal, mas depois falaram-me deste evento e gostei deste conceito de Ryder Cup à portuguesa. Para um adepto ou praticante como eu, creio ser uma prova aliciante», explicou António Gonçalves, fundador e sócio-gerente da Optilink.

PGA Portugal

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