Algarve

QUARTEIRA | Comissão de Utentes da Via do Infante convoca marcha lenta e buzinão frente à Festa do Pontal

A Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) convocou hoje uma marcha lenta e um buzinão frente ao local onde este ano decorrerá a festa social-democrata do Pontal, em que participa Passos Coelho, a 14 de agosto.

O percurso da marcha contra as portagens na A22 foi definido de forma a garantir passagem frente à Festa do Pontal à hora do comício-festa, que este ano decorre no parque aquático Aquashow, local onde os organizadores do protesto prometem fazer ouvir as buzinas com maior intensidade.

O porta-voz da Comissão de Utentes, João Vasconcelos, disse à Lusa que esta é apenas uma das várias ações de luta que estão previstas durante o verão, altura em que vários membros do Governo, primeiro-ministro e Presidente da República passam férias no Algarve.

A marcha terá início às 19:30, no quilómetro 86, da EN 125, junto ao Café “Várzea da Mão”, entre Boliqueime e as Quatro Estradas, local onde recentemente morreu um motociclista num acidente de viação.

O percurso inclui passagem pela rotunda das Quatro Estradas, rotunda do viaduto da EN 396, inversão de marcha na rotunda da BP de Quarteira e termina nas Quatro Estradas.

O circuito anunciado prevê que o protesto passe duas vezes pelo local da festa do PSD.

“A principal mensagem que queremos passar é que queremos e exigimos a abolição das portagens na Via do Infante”, disse à Lusa João Vasconcelos, recordando a delicada situação económica e social que a região vive e a suspensão das obras de requalificação da estrada alternativa, EN 125.

“A EN 125, tal como nós tínhamos alertado, transformou-se num autêntico inferno e as obras de requalificação estão paradas e são autênticas armadilhas mortais que ali temos”, acrescentou.

A comissão reclama ainda a divulgação do estudo sobre o impacto da introdução de portagens na A22 que o Governo encomendou e cujos resultados ainda não foram divulgados.

“É preciso não esquecer que já temos muitas famílias que foram destroçadas, com algumas mortes e vários feridos e os acidentes repetem-se todos os dias. É um caos, um inferno atravessar a EN125”, concluiu.

SCYS/LUSA

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