Faro

FARO | 2.ª edição do FARCUME terminou com mais de meio milhar de espectadores

Mais de meio milhar de espectadores passou, entre 23 e 25 de Agosto, pelo recinto do FARCUME – Festival de Curtas-Metragens de Faro, que decorreu este ano na Escola de Hotelaria e Turismo de Faro.

Recorde-se que este festival, da responsabilidade da FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, recebeu ao todo 84 curtas-metragens, o que se traduz num aumento de quase 200% em relação à edição anterior o que, segundo a organização, é um claro indicador do interesse e da curiosidade que este festival tem vindo a despertar neste meio, onde inclusive já chegou ao Brasil que contou este ano com uma representação bastante significativa de trabalhos.

Este facto levou a organização à necessidade de proceder a uma criteriosa seleção dos trabalhos, tendo apurado 58 curtas para exibição, tendo mesmo assim havido a necessidade de realizar sessões paralelas.

Foram cerca de 15 horas de cinema, repartidas em quatro categorias (Animação, Documentário, Ficção e Videoclips), onde a qualidade dos trabalhos apresentados, tal como se sucedeu na 1.ª edição, voltaram a surpreender tanto o público como o júri e a própria organização.

De realçar que muitas destas curtas-metragens tinham participado em diversos festivais de referência nacionais e internacionais tendo obtido excelentes classificações.

Paralelamente ao programa cinéfilo houve uma exposição de fotografia subordinada ao tema FARO: Identidade & Património. Para além disso, este ano o festival teve uma forte preocupação e sensibilidade ambiental tendo sido elaborado um plano de Gestão Ambiental de forma a garantir uma optimização dos recursos necessários à promoção e realização do evento, a valorização dos resíduos gerados, sendo ainda uma iniciativa Carbono Zero, ou seja, o FARCUME esteve totalmente isento de emissões de Carbono um dos elementos mais responsáveis pelo efeito de estufa que contribui para os problemáticos fenómenos de alterações climáticas.

Este evento tem como objectivo dar, aos espectadores, a oportunidade de conhecer os bons trabalhos que são realizados nesta área e de premiar o esforço, a dedicação e o empenho destes jovens realizadores e argumentistas divulgando, valorizando e promovendo os seus trabalhos.

A classificação final do FARCUME 2012 nas diferentes categorias foi:

Categoria Animação

1.º – “O Cangaceiro” de Marcos Ribeiro (Brasil)

2.º – “Quem é este chapéu?” de Joana Toste

3.º – “Banjo & Viola” de Thiago Martins (Brasil)

Menções Honrosa: “Depressure” de David Mourato, “Milagre” de Francisco Lança e “O Frigorífico” de Raul Domingues

Categoria Documentário

1.º – “Como as serras crescem” de Maria João Soares

2.º – “O Brasil de Pero Vaz Caminha” de Bruno Laet (direção), Janaína Diniz Guerra e Tania Carvalho (produção): (Brasil)

3.º – “Mondego” de Daniel Pinheiro

Menção Honrosa: “Esquecidos” de Pedro Almeida

Categoria Ficção

1.º – “O Senhor Valéry” de Rui António

2.º – “Cool” de Francisco Sousa /João Rodrigues /João Garcia

3.º – ”A Dança de Sísifo” de André Lourenço /Paulo Valente

Menções Honrosa – “Ignácio e Saldanha” de Ivanir Migotto (Brasil) e “Pickills” de Leonardo Dias e Pedro Neira

Categoria Videoclips

1.º – “João Wilson – Human Aeroplane” de Diogo Andrade

2.º – “Perfume – Se me falas assim” de Mónica Ferreira / Luís Queirós dos Santos / Henrique Moreira

3.º – “Sónia Cabrita – Espontâneo” de Rui António

Menção Honrosa – “DaRosa – Paraíso” de Camila Cabral / Natália Cabral (Brasil)

A organização vai agora fazer um balanço e dentro de poucos meses vai começar já a preparar a 3.ª edição do FARCUME que deseja-se que se afirme a curto-prazo num festival de curtas-metragens de referência a sul do país dando a conhecer e lançar novos talentos para além de divulgar e promover junto do público os excelentes trabalhos que são realizados nesta área, mas que, por estarem fora do circuito comercial, nem sempre têm a divulgação desejada e merecida.

O Director do Festival, Bruno Lage

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