Castro Marim

CASTRO MARIM | Dias Medievais 2012

Durante 4 dias e 4 noites a vila de Castro Marim voltou à era medieval

Foi de 23 a 26 de Agosto que a vila de Castro Marim recebeu mais uma edição dos já famosos “Dias Medievais” que atraem a esta vila raiana milhares de forasteiros desejosos de mergulhar no imaginário da Idade Média, desde os seus monstros lendários aos seus personagens mitológicos, dos cavaleiros e damas às guerras e torneios, dos reis e rainhas ao povo e ao clero, do trabalho penoso aos grandes banquetes e festas no castelo.

A animação dentro e fora do castelo foi uma constante, muito por culpa das trupes de saltimbancos vindos de várias nações que, com as suas caracterizações e coreografias, nos transportavam para outras épocas recheadas de fantasia.

Os bobos, os homens lançadores de fogo, os personagens em “andas”, os trovadores e músicos, contrastavam com a sua exuberância com os artesãos que nos mostravam velhas tradições ali mesmo no recinto adjacente ao castelo.

No interior do mesmo castelo, reinava a gula, com os banquetes onde a comida e a bebida conviviam com as atuações de saltimbancos e com a sátira produzida pelo “Alcaide” e seu “menestrel”, mordazes no seu humor e jocosos dos costumes mundanos da corte.

Como não poderia deixar de ser, os torneios de cavalaria, de tiro com arco e de falcoaria são sempre atrações de grande espetacularidade. Podia-se também apreciar as exposições de instrumentos de tortura e punição, bem como exposições e conferências sobre a cultura medieval.

Mas não se ficava por aí a oferta ao visitante, já que, nas ruas da vila, se encontrava uma feira onde se podia comprar desde produtos alusivos à idade média, às marroquinarias, chás e mezinhas, grinaldas floridas e pequenas tasquinhas de comes e bebes com alguns produtos, como os licores de nomes que nos remetiam para um imaginário de trevas e bruxas.

Enfim, uma miscelânea de cores, trajes, aromas e gostos que todos os anos nos faz recuar no tempo e faz milhares de pessoas sentirem-se por momentos na idade das trevas.

Texto e Fotos: ZéGonzo

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